Panamá criará comitê de especialistas para revisar práticas financeiras

Panamá, 6 abr (EFE).- O presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, anunciou nesta quarta-feira que criará um comitê independente de especialistas para avaliar as práticas vigentes e propor medidas para fortalecer a transparência dos sistemas financeiros do país.

O Panamá compartilhará com outros países do mundo essas medidas recomendadas pelo grupo, que será formado por cidadãos do país e estrangeiros, disse o líder, uma medida adotada após a divulgação dos Panama Papers, escândalo de ocultação de dinheiro por meio de offshores que envolve políticos, empresários e celebridades.

"Apesar dos passos decisivos em favor da transparência e fortalecimento do sistema financeiro dados pelo meu governo, o país tem que continuar avançando na agenda que foi traçada para blindar suas instituições", reconheceu o presidente.

"Os mal batizados Panama Papers não são um problema nosso, mas sim de muitos países cujas estruturas são ainda vulneráveis para ser utilizadas para atividades que não são para o bem comum dos cidadãos", destacou o presidente.

"Não vamos permitir que essa situação midiática nos defina como país. Os governos sérios e responsáveis não negociam a adoção de obrigações internacionais por meio da imprensa, mas sim através da diplomacia, do diálogo sério, responsável e construtivo", afirmou.

Varela informou que pediu à ministra das Relações Exteriores do país, Isabel De Saint Malo de Alvarado, para que entre em contato com países-membros do Fórum Global e reitere junto à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) "a disposição do Panamá em dialogar com respeito para alcançar acordos que contribuam ao desenvolvimento econômico de nossos países".

Por causa do vazamento de documentos do escritório panamenho de advocacia e gestão de patrimônios Mossack Fonseca, o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, disse na última segunda-feira que o Panamá é "o único grande reduto que segue permitindo a ocultação de fundos em paraísos fiscais" e pediu o país a aplicar os padrões internacionais de transparência financeira.

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