EI sequestra 170 trabalhadores de cimenteira perto de Damasco, segundo ONG

No Cairo

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) sequestrou 170 trabalhadores que tinham sido dados como desaparecidos após um ataque realizado ontem à noite pelos jihadistas a uma cimenteira localizada em Al Dumair, cidade próxima à capital Damasco, afirmou nesta quinta-feira (7) à Agência Efe a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O diretor da ONG, Rami Abdel Rahman, afirmou à Efe por telefone que outras 140 pessoas que trabalhavam na cimenteira conseguiram escapar.

Al Dumair foi palco nas últimas 24 horas de uma série de ataques do EI e de bombardeios das forças do regime, que terminaram com a morte de pelo menos 18 civis e quatro jihadistas, de acordo com os números do Observatório.

O Exército sírio efetuou ontem pelo menos 70 bombardeios contra posições do EI em Al Dumair e seus arredores, que afetaram duas mesquitas, uma escola e várias casas localizadas em bairros orientais da cidade controlados pelos jihadistas.

Também nesta cidade da periferia de Damasco, os terroristas livraram ontem enfrentamentos com as forças do regime sírio perto de uma base aérea.

A agência de notícias "Amaq", vinculada ao EI, informou que um suicida atacou um comboio militar que se dirigia do aeroporto de Al Dumair à zona de Tal Abul Shamat, no região de Al Qalamoun.

Esse atentado causou a morte de 50 militares e obrigou as tropas a se retirarem até a base aérea após perder mais da metade de seus apetrechos, segundo "Amaq".

No último dia 5, aviões sírios e russos efetuaram um total de 50 bombardeios contra posições da Brigada al Sadiq, um grupo vinculado ao EI, em Al Dumair.

O Observatório indicou nessa ocasião que os aviões tiveram como alvo as imediações do aeroporto militar dessa cidade, que era alvo de um ataque da Brigada al Sadiq e da facção Riyal al Malahem, também leal ao EI.

Além disso, o EI lançou um ataque na terça-feira passada contra a zona na qual se encontra a usina térmica Al Teshrin, em Al Dumair, cujas obras de ampliação foram retomadas em março, após quase quatro anos de suspensão por causa dos combates em seus arredores.

Atualmente está vigente na Síria um cessar-fogo aceito pelo governo de Damasco e a Comissão Suprema para as Negociações (CSN), principal aliança opositora, do qual o EI foi excluído.

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