Maduro pede que Supremo que declare lei de anistia "inconstitucional"

Caracas, 7 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira que pediu ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que "declare inconstitucional" a chamada Lei de Anistia e Reconciliação Nacional que foi aprovada recentemente pela maioria opositora do parlamento.

"Dado que a considero uma lei para a guerra, para o ódio, dado que a considero um autoperdão dos golpistas onde confessam seus crimes durante 17 anos, eu decidi hoje mesmo, e peço que vocês acompanhem essa mobilização, enviar este documento pedindo à Sala Constitucional que declare inconstitucional a Lei de Anistia Criminal", disse Maduro.

O governante fez o anúncio em cadeia obrigatória de rádio e televisão durante um ato público com várias dezenas de correligionários no palácio presidencial de Miraflores.

No ato, Maduro assegurou que o chavismo já recolheu mais de dois milhões de assinaturas para que o Executivo se negue a referendar a norma que beneficiaria políticos presos como o líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, ou o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma.

"Eu os convoco para que continuemos criando consciência e para coletar pelo menos 10 milhões de assinaturas da consciência nacional", finalizou.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos