Armênios reconhecem 80 mortos em uma semana de conflito em Nagorno Karabakh

Tbilisi, 8 abr (EFE).- As Forças Armadas da Armênia e da autoproclamada república de Nagorno Karabakh reconheceram a morte de 80 militares em suas fileiras desde que explodiram os combates entre armênios e azerbaijanos na montanhosa região.

A Armênia perdeu 44 soldados nos seis dias de combates, segundo informou nesta sexta-feira o Ministério da Defesa desse país, enquanto em Nagorno Karabakh o número foi de 36 baixas mortais e de 122 o de feridos.

O Azerbaijão reconheceu até agora a morte de 31 soldados e seis civis durante os enfrentamentos que começaram no fim de semana passado, os mais violentos desde o fim da sangrenta guerra pelo controle do enclave armênio entre 1992 e 1994.

Apesar do cessar-fogo decretado na terça-feira passada após três dias de intensos combates, os dois grupos se acusaram hoje novamente de violar a cessação de hostilidades.

Dois soldados carabaques morreram nesta madrugada por fogo do Azerbaijão, denunciaram as autoridades da república separatista, que acusaram Baku de ter realizado mais de 2 mil disparos contra suas posições nas últimas horas.

O Ministério da Defesa azerbaijano, por sua parte, acusou a Armênia de ataques contra 25 núcleos residenciais.

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, chegou hoje a Baku para se reunir com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, após manter consultas ontem à noite com o líder armênio, Serzh Sargsyan.

A Rússia se empenha em esfriar a situação em Nagorno Karabakh e evitar a todo custo que as duas antigas repúblicas soviéticas iniciem uma guerra.

Parece, no entanto, difícil levar o conflito ao estado de congelamento no qual permaneceu durante as últimas duas décadas.

Aliyev já deixou claro que Baku considera inaceitável manter o atual status quo, no qual as tropas armênias controlam, além de próprio Nagorno Karabakh, uma faixa de segurança que representa 20% de seu território.

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