Grupo de funcionários norte-coreanos no exterior foge e pede asilo a Seul

Seul, 8 abr (EFE).- Treze norte-coreanos funcionários de um restaurante de propriedade da Coreia do Norte no exterior fugiram em grupo e pediram asilo na Coreia do Sul, informou nesta sexta-feira o governo de Seul.

O grupo, que é formado por 12 mulheres e um homem, todos eles trabalhadores de um estabelecimento de comida norte-coreana, conseguiu chegar à Coreia do Sul desde um terceiro país, detalhou o Ministério sul-coreano de Unificação, que não indicou de qual nação se trata.

Seul revelou hoje que os 13 norte-coreanos chegaram ontem a território sul-coreano, mas as autoridades não especificaram nem a data na qual aconteceu a fuga e nem o país no qual residiam por motivos de segurança e para evitar conflitos diplomáticos.

O governo de Pyongyang possui alguns restaurantes de comida norte-coreana em países como Bangladesh, Camboja, China, Mianmar e Vietnã, em um negócio que representa uma importante fonte de ingressos e de divisas estrangeiras para o regime de Kim Jong-un.

Concretamente, Seul calcula que a Coreia do Norte possua cerca de 130 restaurantes em 12 países que geram US$ 10 milhões anuais ao regime.

O porta-voz do Ministério da Unificação, Jeong Joon Hee, anunciou durante uma entrevista coletiva que a Coreia do Sul aceitou a solicitações de asilo por razões humanitárias.

Hee acrescentou que trata-se do primeiro caso conhecido de uma deserção em massa de trabalhadores, que normalmente fogem sozinhos ou em dupla já que são muito vigiados, e aos quais a Coreia do Norte pressiona duramente para conseguir que arrecadem dinheiro, recolheu a agência "Yonhap".

"Eles disseram que decidiram pedir asilo após investigar sobre a vida na Coreia do Sul através da televisão, filmes e internet, após se darem conta da natureza enganosa da propaganda norte-coreana", disse o porta-voz.

O anúncio de Seul, cujas autoridades não costumam zelar este tipo de pedidos de asilo, ocorre em um momento de alta tensão nas relações com Coreia do Norte.

O Executivo sul-coreano pediu em fevereiro que seus cidadãos não compareçam aos estabelecimentos operados pela Coreia do Norte em outros países como uma medida para afogar economicamente Pyongyang.

O Conselho de Segurança da ONU, por sua vez, impôs à Coreia do Norte fortes sanções financeiras e comerciais em março pelo teste nuclear e de um míssil de longo alcance que Pyongyang realizou no começo do ano, enquanto os EUA, a Coreia do Sul e o Japão tomaram medidas punitivas adicionais de forma unilateral.

Cerca de 27 mil norte-coreanos que recebem tratamento de refugiados e asilados político se instalaram na Coreia do Sul nas últimas seis décadas.

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