Ministros da CEI pedem contenção a Baku e Yerevan em Nagorno Karabakh

Moscou, 8 abr (EFE).- Os ministros de Relações Exteriores da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), reunidos nesta sexta-feira em Moscou, pediram a dois de seus países membros, Azerbaijão e Armênia, para que ajam com contenção e respeitem o cessar-fogo em Nagorno Karabakh.

"Pedimos às partes do conflito a respeitar rigorosamente a cessação das hostilidades e a mostrar contenção para não permitir novas perdas humanas", afirma a declaração final da reunião.

Os ministros das Relações Exteriores também cobraram dos dois países para que reativem os esforços para resolver um conflito não resolvido desde a guerra que tiveram entre 1992 e 1994 pelo controle do enclave armênio.

Completados seis dias desde o início de violentos combates entre Armênia e Azerbaijão que causaram pelo menos cem mortes dos dois lados, o chefe da chancelaria azerbaijana, Elmar Mamediarov, e o do ministério equivalente armênio, Edvard Nalbandian, se viram frente a frente na reunião ministerial da CEI.

Também compareceram ao encontro os ministros das Relações Exteriores de Cazaquistão (Erlan Idrissov), Belarus (Vladimir Makey) e Tadjiquistão (Sirodzhidin Asloov).

As Forças Armadas da Armênia e da autoproclamada república de Nagorno Karabakh reconheceram a morte de 80 militares em suas fileiras desde que começaram, no último sábado, os combates entre armênios e azerbaijanos na montanhosa região.

A Armênia perdeu 44 soldados nos seis dias de combates, informou hoje o Ministério da Defesa do país, enquanto Nagorno Karabakh numera em 36 suas baixas e em 122 o número de feridos.

O Azerbaijão reconheceu até agora a morte de 31 soldados e seis civis durante os confrontos, os mais violentos desde o fim da sangrenta guerra pelo controle do enclave armênio entre os dois países entre 1992 e 1994.

A CEI, criada em 1991 para agrupar as ex-repúblicas da URSS, é formada por todos os membros da extinta potência comunista com exceção dos três países bálticos e da Geórgia, que deixou a organização após a guerra com a Rússia pela região separatista da Ossétia do Sul.

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