Podemos consultará bases para facilita governo espanhol socialista-liberal

Madri, 8 abr (EFE).- O partido Podemos (esquerda), terceira força política na Espanha, perguntará a suas bases, entre os dias 14 e 16 de abril, se estão de acordo em facilitar um governo baseado em um pacto entre socialistas e liberais, ou se apostam por um Executivo "de mudança" formado por forças de esquerda.

A equipe negociadora do Podemos compareceu nesta sexta-feira perante a imprensa após a primeira reunião tripartida mantida na quinta-feira entre este partido, o socialista PSOE e o liberal Ciudadanos.

O PSOE necessita dos votos de ambas as formações emergentes -Podemos e Ciudadanos - para investir teu líder Pedro Sánchez como presidente, já que só contam com 90 cadeiras das 350 que compõem o Congresso, enquanto o Podemos tem 69 cadeiras e Ciudadanos 40.

Os socialistas, que já têm um acordo com os liberais, apostam por um pacto entre as três forças, mas as duas formações emergentes mantêm posições muito distantes, que ficaram evidentes na reunião de ontem.

O líder de Podemos, Pablo Iglesias, se declarou "muito decepcionado" após o encontro e se lamentou porque seu partido "disse 'não' a tudo", asseverou.

Iglesias aposta por um governo de coalizão integrado por forças de esquerda e nacionalistas -sem a presença dos Ciudadanos-, e assim votará na consulta, avançou.

Por isso, se a militância se decantar para que o Podemos apoie um governo formado por socialistas e liberais, Iglesias assumirá "responsabilidades políticas", disse.

Podemos apresentou ontem 20 propostas aos socialistas e liberais nas quais rebaixa suas propostas eleitorais em matéria de gasto público, renda mínima para as famílias e redução do déficit em prol de conseguir um pacto de governo.

O documento não renuncia à convocação de uma consulta popular sobre a independência da Catalunha, um dos principais empecilhos pois tanto socialistas como liberais rejeitam plenamente.

Ontem também falaram de fórmulas de governo. Enquanto os socialistas manifestaram que "não estavam de acordo em nenhum caso com explorar" uma coalizão de esquerda, os liberais deixaram claro que o Podemos não tem lugar em um Executivo junto a eles, explicou Iglesias.

A única coisa que une os três partidos é sua rejeição comum ao partido no poder, o Partido Popular (123 cadeiras), liderado pelo presidente do Executivo interino, Mariano Rajoy, envolvido em vários casos de corrupção e criticado por sua política de corte em despesa social.

Em 2 de maio expira o prazo para escolher um novo presidente de governo espanhol, e caso não exista consenso, serão convocadas automaticamente novas eleições legislativas, um fato inédito na democracia espanhola.

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