Armas britânicas foram oferecidas a terroristas pelo Facebook, afirma jornal

  • Reprodução/Facebook

    Página no Facebook mostra foto onde está escrito "Mercado de armas na Líbia"

    Página no Facebook mostra foto onde está escrito "Mercado de armas na Líbia"

Armas de fabricação britânica foram oferecidas à venda para grupos terroristas que comercializam armamento pelo Facebook, revelou neste sábado o jornal "The Times".

Trata-se de revólveres, metralhadoras e rifles fabricados ou projetados no Reino Unido, que foram oferecidos junto a outros armamento de outros países europeus, Rússia e Estados Unidos. O jornal "The Guardian" afirmou neste sábado que, após aparecer no Facebook, esta venda foi retirada pela rede social.

"The Times" afirma que o descobrimento desta venda representa uma situação incômoda para o Facebook, já que a empresa trabalhou com as autoridades para impedir atividades ilegais em sua rede.

As fotos e diversas descrições do armamento, postados no Facebook e em outras plataformas sociais na Líbia, foram descobertas pela Armament Research Services (ARES), uma empresa de consultoria de inteligência, de acordo com a informação do "The Times".

Após divulgar o material, os vendedores negociaram acordos com compradores através de plataformas privadas de mensagem e de conversas telefônicas, acrescenta a publicação.

O diretor da ARES, Nic Jenzen-Jones, disse ao jornal que as armas britânicas puderam entrar na Líbia através de várias rotas.

"Uma possibilidade é uma exportação direta ao governo líbio, antes do levante contra o ex-presidente Muammar al Kadafi", opinou Jenzen-Jones, que também cogitou a possibilidade de as armas terem entrado pelo Egito.

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