Coreia do Norte testa motor de novo míssil balístico intercontinental

(Atualiza com mais informações de agência de notícias norte-coreana).

Seul, 9 abr (EFE).- A Coreia do Norte garantiu neste sábado que testou com sucesso o motor de propulsão de um novo míssil balístico intercontinental em uma base do noroeste do país, informou a agência estatal de notícias "KCNA".

Segundo a informação da agência, a ação responde a uma ordem direta do líder norte-coreano, Kim Jong-un, que pediu que fosse testado "um novo tipo de motor para um míssil balístico intercontinental e compareceu pessoalmente à estação espacial de Sohae para supervisionar o teste".

"O grande sucesso conseguido no teste traz a garantia de poder adicionar uma nova forma de ataque nuclear contra os imperialistas dos Estados Unidos e outras forças hostis", diz o texto da agência norte-coreana.

"Agora a República Popular Democrática da Coreia (nome oficial do país) pode equipar um novo tipo de míssil balístico intercontinental com ogivas nucleares mais poderosas e manter qualquer poço de maldade na Terra, incluídos os EUA, ao alcance de nossos ataques para transformá-los em cinza", conclui.

O texto não explica em que data foi realizado o experimento nem que tipo de projétil foi submetido aos testes.

A base de Sohae, situada na província de Pyongan do Norte, em frente ao litoral do Mar Amarelo e cerca de 50 quilômetros da fronteira com a China, foi o local utilizado pela Coreia do Norte para o lançamento, no dia 7 de fevereiro, de um satélite a bordo de um foguete, algo que a comunidade internacional considera um teste encoberto de mísseis balísticos.

No dia 2 de março, o Conselho de Segurança da ONU aprovou um novo pacote de sanções contra a Coreia do Norte por causa desse lançamento e do teste nuclear realizado em 6 de janeiro.

O teste de hoje é mais um de uma série de progressos que Pyongyang afirmou ter atingido nos últimos meses dentro de seu programa nuclear e de mísseis.

Os analistas consideram que o regime de Kim Jong-un quer reafirmar sua posição após as sanções da ONU e num momento em que as tropas de Seul e Washington realizam suas manobras anuais em território sul-coreano, algo que Pyongyang denuncia como um teste para invadir seu território.

Os especialistas também acreditam que esta política de propaganda tem como objetivo enaltecer a figura e as conquistas de Kim para o 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o primeiro desde 1980, que acontecerá em maio.

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