Desertores norte-coreanos que pediram asilo no Sul trabalhavam na China

Seul, 9 abr (EFE).- Os 13 norte-coreanos que recentemente solicitaram asilo na Coreia do Sul trabalhavam em um restaurante operado pelo regime na China, e chegaram a Seul através de um país do sudeste asiático, contou neste sábado uma fonte anônima à agência "Yonhap".

A fonte se limitou a dizer que "os trabalhadores escaparam enquanto trabalhavam em um restaurante na China e conseguiram chegar à Coreia do Sul através de um terceiro país do Sudeste Asiático".

O homem e as 12 mulheres que pediram asilo à Coreia do Sul trabalhavam em um dos restaurantes que o Norte tem no exterior e cujos trabalhadores são muito bem vigiados. Acredita-se, inclusive que o regime norte-coreano escolhe para trabalhar nesses locais pessoas que com familiares no país, que seriam punidos como represália em caso de fuga.

Trata-se do primeiro caso conhecido de uma deserção em massa de trabalhadores, que normalmente fogem sozinhos ou em duplas, devido à pressão e ao acompanhamento rígido ao qual são submetidos.

A China, onde se acredita que milhares de norte-coreanos vivem na clandestinidade, se nega a reconhecer estas pessoas como refugiados e costuma enviá-las de volta para a Coreia do Norte.

Assim, a maneira mais fácil de chegar à Coreia do Sul, onde os norte-coreanos recebem asilo e a nacionalidade, é através de um terceiro país, normalmente Tailândia e Vietnã, no sudeste asiático, e Mongólia.

O governo sul-coreano informou que na quinta-feira essas 13 pessoas chegaram à Coreia do Sul através de um terceiro país, mas não quis especificar qual alegando que deseja evitar conflitos diplomáticos e não quer comprometer as rotas de fuga utilizadas pelos desertores norte-coreanos.

Seul estima que a Coreia do Norte possua cerca de 130 restaurantes em 12 países - a maioria na China - que geram cerca de US$ 10 milhões anuais ao regime.

Acredita-se que esses estabelecimentos, especialmente os que estão em solo chinês, estão sofrendo os efeitos das sanções que a ONU impôs recentemente a Pyongyang por seus testes nucleares e de mísseis.

Outro motivo é a redução da clientela, já que o governo sul-coreano pediu a seus cidadãos, que são os principais clientes dos restaurantes, que boicotem esses lugares para não financiar o regime norte-coreano.

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