Procuradoria belga confirma detenção de 6º suspeito de atentados em Bruxelas

Bruxelas, 9 abr (EFE).- A procuradoria belga confirmou neste sábado a detenção de um sexto suspeito na tarde de sexta-feira, como parte da investigação dos atentados do dia 22 de março em Bruxelas, segundo informou a "Agência Belga".

A emissora pública "VRT" já havia antecipado que um sexto suspeito tinha sido detido nas operações de ontem, que terminaram com a detenção de Mohammed Abrini, suspeito de ser cúmplice de Salah Abdeslam na preparação dos atentados de novembro em Paris, e de Osama Krayem, conhecido como Naeem Al Ahmed, também relacionado a Abdeslam, suposto cérebro dos atentados em Paris.

Segundo o veículo, o sexto detido é Bilal El Makhoukhi, um bruxelense condenado no processo contra o grupo pró-jihadista Sharia4Belgium na Antuérpia, embora não dê detalhes sobre seu suposto papel nestes atentados.

El Makhoukhi foi condenado a cinco anos de prisão, dos quais cumpriu dois e depois ficou em liberdade sob vigilância eletrônica, que segundo a emissora terminou no mês passado. Esta pessoa viajou à Síria no final de 2012 para combater em Aleppo e retornou à Bélgica ferido, sem uma das pernas, em dezembro de 2013.

De acordo com a "VRT", ele foi detido na sexta-feira na casa de seus pais no distrito bruxelense de Laeken, onde a polícia manteve aberta uma operação até a noite, assim como em outro bairro da capital, Anderlecht, onde Abrini foi detido pela tarde.

A emissora "VTM" informou que os detidos na sexta-feira prestam depoimentos neste momento a um juiz de instrução, que deve decidir se os manterá em prisão preventiva.

Outra parte da imprensa, como o jornal "Le Soir" e a emissora pública francófona "RTBF" afirmam que foi concluída uma grande operação policial no distrito bruxelense de Etterbeek, que contou com a participação de dezenas de agentes e forças especiais e que inclusive precisou evacuar moradores, segundo testemunhas.

A "VRT assegura, citando à procuradoria federal, que o resultado desta operação foi "negativo". Os investigadores tentam averiguar agora o grau de envolvimento de Abrini nos atentados de Bruxelas, já que acharam seu DNA no apartamento do qual saíram os dois suicidas que causaram as explosões no aeroporto de Zaventem.

A missão é determinar se Abrini é o chamado "homem do chapéu", o terceiro homem que foi visto com os dois terroristas que se explodiram no aeroporto de Bruxelas.

Outro objetivo das autoridades é saber se Krayem, também relacionado a Abdeslam, é o "segundo homem do metrô", que foi visto conversando com o terrorista, que minutos depois ateou fogo ao próprio corpo na estação da capital.

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