Odebrecht na Colômbia se distancia de investigações sobre matriz no Brasil

Bogotá, 11 abr (EFE).- A divisão da Odebrecht na Colômbia se distanciou nesta segunda-feira da matriz no Brasil e destacou que nenhum de seus representantes "são investigados ou têm vinculação com os processos (penais)" no território brasileiro.

"A Odebrecht Colômbia atua jurídica, financeira e administrativamente de forma independente dos negócios e operações que são realizados no Brasil, e portanto não existe relação, nem vinculação com as atividades que empresas do grupo realizam fora do território colombiano", afirmou a empresa em comunicado.

A empreiteira, com 168 mil funcionários e negócios em diferentes setores, principalmente na construção civil, é uma das empresas acusadas de integrar a rede de corrupção na Petrobras, investigada pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.

O grupo Odebrecht informou que realizará uma "colaboração definitiva" com a justiça brasileira em meio às investigações sobre o caso Petrobras.

Os investigadores da operação afirmaram que a empresa contava com uma "estrutura profissional" exclusivamente para o pagamento de propinas no Brasil, que utilizava funcionários de confiança para as tarefas e tinha um sistema informatizado para controlar as transações.

O comunicado da Odebrecht na Colômbia também afirma que as pessoas processadas no Brasil "de modo algum se encontram vinculadas com a operação na Colômbia ou com a administração das sociedades" ou a administração pública no país.

A divisão colombiana também destacou que, após consultar seus advogados, concluiu que "a condenação judicial em primeira instância de ex-diretores da empresa no Brasil não tem nenhum impacto legal em sua operação na Colômbia".

A empresa lembrou que atualmente há dois projetos em andamento na Colômbia, um deles na concessionária "Ruta del Sol", que constrói uma estrada no norte do país, sobre a qual disse ser "uma empresa sólida que tem a solvência suficiente" para terminar a construção.

O outro projeto, que envolve a concessionária Navelena, "continua a avançar no período de pré-construção e trabalha desde junho de 2015 na manutenção do rio (Magdalena)", a principal via fluvial do país.

"Temos certeza que as autoridades colombianas respeitarão o princípio de legalidade e garantirão a segurança jurídica que sempre caracterizou o país", conclui o comunicado.

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