Ex-senador Gim Argello é detido por suspeito de corrupção na CPI da Petrobras

Brasília, 12 abr (EFE).- A Polícia Federal deteve nesta terça-feira o ex-senador Gim Argello, político próximo à presidente Dilma Rousseff, no marco da 28ª fase da Operação Lava Jato.

Argello foi detido em sua residência de Brasília, ao mesmo tempo que agentes da Polícia Federal realizavam outras operações no Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras cidades, segundo um comunicado da instituição.

Segundo fontes policiais citadas por meios de comunicação, a detenção de Argello se deve a suspeitas de que, há dois anos, quando ainda ocupava uma cadeira no Senado, cobrava propina de empreiteiras para não convocar executivos para a CPI Mista da Petrobras.

As suspeitas se desprendem de uma delação feita pelo ex-chefe do Governo no Senado Delcídio Amaral, que foi detido no final do ano passado e, entre muitas outras coisas, também confessou que participou de manobras para distorcer as investigações nessa comissão do Senado que devia investigar o caso Petrobras.

Argello, de 54 anos, é um homem de negócios de Brasília que fez fortuna com negócios imobiliários.

O ex-senador é amigo próximo da presidente Dilma, de quem foi vizinho na Península dos Ministros, um exclusivo bairro de Brasília, onde muitas vezes eram vistos passeando juntos de manhã, por um caminho que bordeia o lago Paranoá.

Segundo fontes oficiais, após ter sido detido em Brasília, Argello será levado a Curitiba.

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