No Senado dos EUA, Bono afirma que ajuda humanitária combate o extremismo

Washington, 12 abr (EFE).- O líder da banda U2, Bono, afirmou nesta terça-feira em discurso perante um comitê do Senado dos Estados Unidos que a ajuda humanitária "devidamente estruturada" aos países pobres é o melhor bastião possível contra o extremismo.

Muito envolvido em causas sociais e de desenvolvimento em países do terceiro mundo, Bono compareceu como testemunha perante o Senado para tratar sobre o extremismo violento e a crise global de refugiados, e pediu aos senadores americanos que tomem ações para reduzir o primeiro e aliviar a segunda.

"Quando a ajuda está devidamente estruturada, prestando especial atenção à luta contra a pobreza e a melhora do governo, pode se transformar no melhor bastião contra o extremismo de nossos tempos", comentou o cantor irlandês perante o comitê de despesas do Senado.

Bono alertou também para o "hipernacionalismo" que, segundo sua opinião, está se apossando de países europeus como Polônia e Hungria e que representa uma "ameaça existencial" para a Europa.

Além disso, qualificou de "impensável" que o Reino Unido esteja cogitando sua saída da União Europeia, algo sobre o que os EUA "deveriam estar muito apreensivos".

Segundo o cantor, na África os países estão enfrentando um fenômeno de três extremos: a ideologia, a pobreza e o clima.

"Estes três extremos criam um inimigo ao qual nossa política externa deve enfrentar. É ainda maior do que se pensa e, se não se atuar agora, custará muito mais no futuro", concluiu.

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