EUA afirmam que detenções e ameaças a dissidentes em Cuba continuaram em 2015

Washington, 13 abr (EFE).- O governo dos Estados Unidos denunciou nesta quarta-feira que o assédio, as detenções e ameaças aos dissidentes em Cuba continuaram durante 2015, assim como a prática das prisões "arbitrárias" de poucas horas "para impedir o exercício das liberdades de expressão e reunião pacífica".

No relatório americano sobre a situação dos direitos humanos no mundo em 2015, o Departamento de Estado colocou Cuba neste ano entre os países cujos governos usam métodos "diretos e abertos" para "reprimir a sociedade civil".

Apesar do processo de normalização bilateral e a recente visita do presidente dos EUA, Barack Obama, a Cuba, o relatório deste ano não suaviza o tom sobre as denúncias a respeito das violações de direitos humanos que Washington considera ainda constantes.

Ao apresentar o relatório, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, lembrou que na viagem a Cuba de março, tanto ele como Obama "urgiram" às autoridades "a permissão de uma maior abertura política" e mais acesso à internet.

Segundo o documento, no ano passado em Cuba "os 'atos de repúdio" orquestrados pelo Estado impediram grupos e indivíduos da sociedade civil independente de participarem de reuniões ou eventos".

Além disso, "a segurança do Estado continuou com sua prática de detenções arbitrárias de curto prazo para impedir o exercício das liberdades de expressão e reunião pacífica".

Os EUA lembram no relatório que, em janeiro de 2015, Cuba libertou 53 presos políticos como parte da normalização bilateral, mas que pelo menos seis deles voltaram a ser detidos ao longo do ano e condenados a penas de prisão mais longas.

Além disso, o documento menciona as denúncias das Damas de Branco sobre "36 domingos consecutivos" de detenções após a Cúpula das Américas do Panamá realizada em abril e as da União Patriótica de Cuba (Unpacu) sobre o aumento das detenções de poucas horas em Havana.

"O governo (cubano) continuou negando ter presos políticos, mas rejeitou o acesso a suas prisões a organizações humanitárias internacionais e às Nações Unidas", informa o relatório.

O Departamento de Estado americano afirma que o acesso à internet continua "restringido ou interrompido" pelo governo, com alguns conteúdos "censurados".

Nesse contexto, o documento se refere a "relatórios críveis" que o governo cubano "monitorou sem autorização legal apropriada os limitados e-mails, chats e viagens que foram permitidos".

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