Liberdade de imprensa global retrocede pela repressão e censura, aponta RSF

Paris, 13 abr (EFE).- A liberdade de imprensa sofre uma deterioração global "profunda" e "preocupante", particularmente por causa da repressão governamental das liberdades e do controle dos meios de comunicação públicos, indicou nesta quarta-feira a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Assim revela um documento sobre liberdade de imprensa que a organização publicará no dia 20 em sua edição de 2016.

Como avanço desse relatório, a organização indicou em comunicado que em países como Turquia e Egito aumentou a repressão das liberdades por parte dos governos, enquanto em outros, como a Polônia, piorou o controle dos veículos de imprensa públicos.

O aumento da insegurança em nações como Líbia, Burundi e Iêmen e a pressão das ideologias, principalmente religiosas, e a propaganda, debilitam a informação independente tanto nos veículos de imprensa públicos como nos privados, segundo a RSF.

O índice mundial de liberdade de imprensa, que a organização elabora em 180 países desde 2013, mostra uma deterioração de 3,71% em 2015 frente ao ano anterior e de 13,6% desde a primeira classificação.

A deterioração da liberdade de imprensa ocorreu em todos os continentes, indicou a RSF, que afirmou que na América Latina o índice piorou 20,5% "assolado pelos assassinatos e os ataques a jornalistas no México e na América Central".

As restrições no acesso à internet e a destruição de escritórios ou imprensas de veículos de imprensa críticos ao poder foram alguns dos ataques contra a liberdade de imprensa que mais cresceram desde o passado relatório, ressaltou.

A promulgação de leis que castigam os jornalistas por crimes como "insulto ao presidente", "blasfêmia" e "apoio ao terrorismo", foram outro dos principais ataques registrados.

Como consequência destas pressões, os profissionais da informação apontaram de forma crescente a "autocensura", um indicador que piorou 10% entre 2013 e 2016, precisou a RSF.

A liberdade de imprensa caiu em todos os indicadores estabelecidos no relatório: pluralismo, independência dos veículos de imprensa, ambiente e autocensura, marco legal, transparência, infraestrutura e agressões.

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