Fundação do "Nobel alternativo" condena assassinatos de ativistas do MST

Copenhague, 14 abr (EFE).- A Fundação Right Livelihood Award, que outorga todos os anos o denominado "Nobel alternativo", condenou nesta quinta-feira os recentes assassinatos de ativistas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Brasil.

Esta instituição com sede em Estocolmo ressaltou, além disso, que a democracia é "fundamental" para conseguir a reforma agrária no Brasil, segundo um comunicado conjunto divulgado após uma reunião com membros do MST na capital sueca.

"O assassinato de trabalhadores sem-terra é tão habitual no Brasil que já não constitui notícia. A atual desestabilização política parece ter coincidido com uma nova onda destes covardes crimes", afirmou no escrito o diretor-executivo da fundação, Ole von Uexkull.

Citando a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a fundação sueca ressaltou que no ano passado 50 trabalhadores rurais foram assassinados no Brasil, o registro mais alto em 12 anos, e lembrou que neste país 2% da população possui 60% da terra cultiváveis.

O MST, que recebeu o Nobel "alternativo" em 1991, convocou para amanhã uma mobilização nacional e mundial em defesa da democracia no Brasil.

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