Sobe para 9 o número de mortos em forte terremoto no sul do Japão

Tóquio, 15 abr (EFE).- O terremoto de 6,5 graus de magnitude que atingiu ontem o sudoeste do Japão deixou pelo menos nove mortos e cerca de mil feridos, entre eles 53 em estado grave, segundo os últimos dados divulgados nesta sexta-feira (data local) pelas autoridades japonesas.

O tremor, o que mais provocou danos no país asiático desde o que gerou o tsunami de 2011, aconteceu às 21h26 de quinta-feira (horário local, 9h26 de Brasília) na cidade de Kumamoto, no litoral ocidental da ilha de Kyushu, e seu hipocentro se situou a cerca de 11 quilômetros de profundidade.

As nove vítimas são quatro homens e cinco mulheres, a maioria deles maiores de 60 anos, que morreram em acidentes causados pelo terremoto no distrito de Mashiki e na cidade de Kumamoto.

Além disso, o terremoto deixou 975 pessoas feridas, das quais 53 se encontram hospitalizadas em estado grave, e outras 44.400 pessoas foram retiradas de seus lares, segundo os dados mais recentes oferecidos hoje pelo governo regional.

No distrito de Mashiki o terremoto alcançou o nível 7 na escala japonesa, que se centra mais nas áreas afetadas que na intensidade do tremor.

Nesta cidade, o terremoto causou a derrubada de 20 casas onde ficaram presos alguns de seus moradores, além de provocar vários incêndios, segundo o departamento de bombeiros da cidade de Kumamoto.

A Agência Meteorológica do Japão (JMA) não decretou o alerta de tsunami por causa do terremoto, enquanto a empresa que opera a usina nuclear de Sendai, que se encontra cerca de 120 quilômetros ao sul do epicentro e que é a única atualmente operacional no país, informou que esta continuou operando sem problemas.

Desde o momento do terremoto até as 8h de hoje (20h de quinta-feira em Brasília) foram registradas 116 réplicas, segundo a JMA, que alertou da possibilidade que se produzam novos tremores, inclusive alguns de elevada intensidade.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou hoje que o governo e os serviços de resgate "estão fazendo todo o possível e trabalhando contra o relógio para salvar vidas", em declarações realizadas após uma reunião de emergência do Executivo e recolhidas pela emissora estatal "NHK".

O terremoto também deixou cerca de 15.000 casas sem eletricidade e causou a suspensão do serviço ferroviário de alta velocidade (Shinkansen) em Kyushu, assim como de outras linhas locais.

Trata-se do primeiro terremoto que alcança o nível 7 na escala japonesa desde o potente terremoto de 11 de março de 2011 que gerou um devastador tsunami e deixou mais de 18.000 mortos e desaparecidos no nordeste japonês, além de provocar na central de Fukushima o pior acidente nuclear desde Chernobyl.

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