Costa Rica afirma que não deixará imigrantes ilegais entrarem no país

San José, 15 abr (EFE).- O governo da Costa Rica afirmou nesta sexta-feira que não deixará que imigrantes ilegais entrem em seu território, apesar de destacar que o país atua seguindo as normas locais e internacionais.

"A Costa Rica não permitirá a entrada de imigrantes em condição irregular e, na medida de suas possibilidades, realizará as ações necessárias para bloquear nas fronteiras os que tentem entrar no país nesta condição", afirmou o governo em pronunciamento.

"As autoridades migratórias têm a obrigação de apreender, registrar e iniciar o processo de deportação dos imigrantes irregulares que forem interceptados dentro do território nacional, de acordo com as leis vigentes", completou o texto.

Essa reação ocorre depois de mais de 3.500 cubanos terem chegado no Panamá após terem se desviado de seu caminho rumo aos Estados Unidos, dos quais 2.000 estão na fronteira com a Costa Rica. Cerca de mil deles cruzaram a divisa ilegalmente na última quarta-feira, mas retornaram ao território panamenho.

Além disso, há um número não determinado de africanos imigrantes ilegais, procedentes aparentemente da República do Congo. Cerca de 250 deles se encontram em um limbo, pois nem o Panamá nem a Costa Rica autorizam a entrada deles em seus territórios.

Esses africanos chegaram até a fronteira entre a Costa Rica e a Nicarágua, país que fechou a passagem dos imigrantes irregulares em novembro, mas a polícia costa-riquenha tentou levá-los hoje ao Panamá. No entanto, as autoridades panamenhas rotularam a medida como "arbitrária".

O diretor do Serviço Nacional de Migração do Panamá, Javier Carrilo, disse em entrevista coletiva que a Costa Rica não entrou em nenhum momento em contato com o Panamá antes de levar os imigrantes de maneira arbitrária à fronteira.

Apesar das reclamações do país vizinho, o texto oficial divulgado hoje afirma que "Costa Rica e Panamá trabalham para encontrar soluções conjuntas e sustentáveis a um fenômeno estrutural internacional, que o tráfego internacional de pessoas".

"Não contamos com as condições econômicas nem logísticas para voltar a instalar uma rede de albergues, nem organizar um plano de atendimento e evacuação de imigrantes como o realizado entre novembro e março com 8 mil cubanos, após o fechamento da fronteira nicaraguense", disse o comunicado.

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