Evo Morales estreia conta no Twitter com foto ao lado do papa

La Paz, 15 abr (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, estreou nesta sexta-feira uma conta oficial no Twitter e fez a primeira postagem diretamente do Vaticano, com uma fotografia ao lado do papa Francisco na qual ambos aparecem rindo.

Morales abriu seu perfil sob o nome @evoespueblo e a autenticidade da conta foi confirmada através da mesma rede social pelo Ministério de Comunicação, pelo ministro de Autonomias, Hugo Siles, e pelo governador da região de Cochabamba, o governista Ivan Canelas.

Até agora existiam no Twitter várias contas com o nome de Evo Morales, mas nenhuma pertencia realmente ao presidente boliviano.

Em apenas duas horas nessa rede social, Morales acumulou quase 2.000 seguidores e a primeira conta que ele seguiu foi a do papa Francisco em espanhol, @pontifex_es.

"O irmão @pontifex_es me recomendou 'Evo sempre com o povo'", diz o primeiro tweet do presidente boliviano, acompanhado de uma fotografia de Morales e do pontífice no que parece ser um dos salões do Vaticano.

Evo Morales se encontra em Roma para participar de um encontro de movimentos sociais.

Por enquanto a conta não aparece como verificada pelo próprio Twitter, embora também não esteja nenhuma das contas oficiais nessa plataforma dos ministérios e outras instituições oficiais da Bolívia, apesar de já estarem funcionando há meses.

Morales usou como imagem de perfil uma foto sua em primeiro plano com o punho em alto e como imagem de fundo um cartaz azul com as bandeiras constitucionais da Bolívia e no qual se lê a mensagem #marparabolivia e sua tradução ao inglês, #seaforbolivia.

Estas hashtags fazem referência à histórica reivindicação boliviana ao Chile para recuperar um acesso soberano ao oceano Pacífico perdido em uma guerra no final do século XIX, um assunto que agora é analisado na Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia.

A chegada ao Twitter de Morales, que durante anos mostrou sua desconfiança das redes sociais, acontece no meio de uma polêmica sobre as tentativas do governo de regular este tipo de mídia.

O governo boliviano responsabilizou as redes sociais, e em particular o Twitter e o Facebook, pela derrota de Morales no referendo realizado no último mês de fevereiro sobre uma modificação da Constituição que lhe teria permitido candidatar-se de novo às eleições em 2019, na busca de um quarto mandato consecutivo.

Após seu tropeço na consulta popular, Morales destacou a necessidade de regular de alguma forma as redes sociais, nas quais, segundo ele, foi vítima de uma "guerra suja".

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