Costa Rica instalará centro de detenção para iniciar deportações

San José, 16 abr (EFE).- A Costa Rica anunciou neste sábado que instalará nas próximas horas perto da fronteira com o Panamá um centro de detenção de migrantes irregulares para iniciar processos de deportação e outro para o atendimento de menores de idade e grávidas, em plena crise migratória de africanos e cubanos.

"As pessoas migrantes irregulares adultas interceptadas em território nacional serão transferidas a um centro de detenção temporário para migrantes, sob a administração da Direção Geral de Migração", disse um comunicado do governo.

O texto acrescenta que esse centro de detenção servirá para iniciar o processo de deportação dos migrantes e que "terá as condições para garantir a dignidade e os direitos humanos das pessoas migrantes".

As mulheres grávidas, os menores de idade e seus pais serão transferidos a um centro de atendimento administrado pelo estatal Patronato Nacional da Infância (PANI).

Nesse lugar, as autoridades "verificarão a condição dos meninos e meninas e adotarão as medidas de proteção correspondentes sempre em garantia de sua dignidade e direitos humanos", acrescentou o governo.

Cerca de 500 africanos, muitos deles sem documentos, e alguns asiáticos estão neste momento em um limbo na fronteira entre Costa Rica e Panamá, pois nenhum dos países permite a entrada do grupo.

A Cruz Vermelha instalou na fronteira um centro de atendimento humanitário básico para vigiar as condições de saúde dos migrantes, enquanto o governo reforçou a presença de funcionários de migração.

Este grupo se soma à crise de 3,5 mil cubanos que se encontram estagnados no Panamá, dois mil deles no lado panamenho da fronteira. Tanto cubanos como africanos chegaram ao continente americano pela América do Sul e tinham a intenção de ir até os Estados Unidos pela América Central e pelo México.

Desde novembro do ano passado, Nicarágua mantém fechada sua fronteira para a passagem de migrantes irregulares alegando razões de segurança.

A Costa Rica abrigou e concedeu ajuda humanitária a oito mil cubanos entre novembro e março, mas em dezembro anunciou que sua capacidade para continuar a atividade tinha esgotado, por isso suspendeu a entrega de vistos extraordinários aos cubanos.

Os cubanos retomaram a viagem aos Estados Unidos graças a um plano conjunto de El Salvador, Guatemala e México.

"O governo da Costa Rica reitera que atenderá a situação dos migrantes irregulares cubanos e extracontinentais com absoluto respeito à legislação nacional e internacional na matéria e com estrito apego às normas de proteção dos direitos humanos, como é nossa tradição", expressou hoje o governo.

A Costa Rica também advertiu que "não tolerará nenhum ato de vandalismo, bloqueio, violência ou desordem de qualquer tipo que coloque em risco da população costa-riquenha ou o exercício de seus direitos".

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