Conselho de Ciências Sociais critica "processo de desestabilização" no Brasil

Buenos Aires, 18 abr (EFE).- O Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) considerou nesta segunda-feira um "processo de desestabilização democrática" a decisão adotada pela Câmara dos Deputados de aceitar o pedido de abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O Clacso, que tem sua sede em Buenos Aires, elogiou "a firmeza e a clareza" do compromisso "que ambos organismos assumiram com a defesa do estado de direito e da segurança jurídica na nação brasileira".

"Se o golpe prosperar, o Clacso se somará a todas as organizações internacionais que exijam o cumprimento das cláusulas democráticas nos acordos e tratados dos quais o Brasil participa, o que constituirá em uma vergonhosa e dura condenação ao novo governo golpista", acrescentou a instituição, que reúne 394 centros de pesquisa em 26 países da América Latina, da América do Norte e da Europa.

Neste domingo, a oposição reuniu no plenário da Câmara dos Deputados os 342 votos necessários para encaminhar o processo contra Dilma ao Senado, que a partir de terça-feira iniciará os trâmites para decidir se será aberto o julgamento político da presidente, o que pode ser definido em 20 dias.

Se o plenário do Senado respaldar a posição da Câmara, Dilma será submetida a um julgamento com fins de cassação e deverá deixar o cargo por um prazo de 180 dias.

Nesse período, a presidência será ocupada pelo vice-presidente Michel Temer, que há duas semanas rompeu com o governo e decidiu apoiar o processo visando o impeachment de Dilma.

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