Liga Árabe condena declarações de Netanyahu sobre território ocupado do Golã

Cairo, 18 abr (EFE).- A Liga Árabe qualificou nesta segunda-feira de "flagrante violação" das resoluções das Nações Unidas as declarações realizadas ontem pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que assegurou que seu país nunca irá se retirar do território ocupado do Golã.

Em comunicado, a organização pan-árabe mostrou também sua rejeição à realização, ontem, de uma reunião do Conselho de Ministros israelense nesta região.

"Este passo provocador e as declarações irresponsáveis do primeiro-ministro israelense expressam a arrogância e intransigência do governo extremista e direitista de Israel, que atua como um Estado que está sobre a lei", ressalta o comunicado.

Nesse sentido, a Liga Árabe acusou o Estado israelense de se omitir de todos os pactos e convênios internacionais.

Por outro lado, a organização pan-árabe pediu à comunidade internacional que pressione Israel para que cumpra todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que obriga Israel a se retirar de todos os territórios árabes ocupados, incluídas as Colinas de Golã.

O governo sírio qualificou, por outro lado, de "grave" e de "provocação" a realização de um conselho de ministros nas Colinas do Golã e anunciou que pediu ao Conselho de Segurança da ONU que condene esta ação.

"Reagimos enviando uma carta urgente ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU pedindo sua intervenção e que condenem a realização dessa reunião no Golã", indicou o chefe da delegação governamental síria que participa de negociações de paz com a oposição, Bashar Jafaari.

O Exército israelense ocupou as colinas do Golã durante a denominada Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967.

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