Autoridades elevam para 47 o número de mortos pelos terremotos do Japão

Tóquio, 19 abr (EFE).- As autoridades japonesas elevaram nesta terça-feira para 47 o número de vítimas mortais por causa dos dois potentes terremotos que atingiram na quinta-feira e no sábado as Prefeituras de Kumamoto e Oita, na ilha de Kyushu, no sudoeste do arquipélago japonês.

Os tremores deixaram mais de mil de feridos e mais de 95,6 mil pessoas seguem evacuadas e continuam pernoitando em edifícios municipais, colégios e inclusive em estacionamentos, informou a emissora pública "NHK".

Entre as vítimas contabilizadas hoje está uma mulher de 51 anos, sobrevivente dos tremores, que morreu por causa da denominada "síndrome da classe turística" ou "síndrome do viajante", que é uma maior propensão a sofrer tromboses derivada de uma posição fixa.

A mulher, que tinha se refugiado em seu carro após os tremores, adoeceu na segunda-feira e foi transferida a um hospital hoje, onde foi tratada sem sucesso e acabou morrendo uma hora depois.

Pelo menos outras 18 pessoas que tinham ficado em seus automóveis após foram hospitalizadas com o mesmo diagnóstico, o que gerou inquietação entre os serviços sanitários pela possibilidade de que ocorram novas mortes por este fenômeno, informou a NHK.

O primeiro dos dois terremotos mais potentes, de 6,5 graus de magnitude na escala aberta de Richter, atingiu a zona na noite da quinta-feira, enquanto outro de 7,3 graus aconteceu na madrugada do sábado, provocando o desabemento de construções e deslizamentos de terra, especialmente em Mashiki e Minamiaso.

Nesta última, as equipes de resgate continuam a busca por oito pessoas que permanecem desaparecidas, segundo as autoridades locais.

Até o momento ocorreram mais de 620 réplicas, segundo dados da Agência Meteorológica do Japão (JAMA), uma das mais fortes hoje, de 5,5 graus e nível 5 superior na escala japonesa, com um máximo de sete e mais centrada nas zonas afetadas do que na intensidade do tremor.

Os tremores estão afetando também as provisões na zona, onde cerca de 8,4 mil famílias permanecem sem luz e 94 mil sem água em Kumamoto, onde várias estradas ficaram destruídas impedindo o acesso por terra a determinadas zonas.

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