Cerca de 20.000 pessoas perderam suas casas após terremoto no Equador

Quito, 19 abr (EFE).- Cerca de 20.000 pessoas perderam suas casas por causa do terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter que sacudiu o Equador no sábado, disse nesta terça-feira o chanceler desse país, Guillaume Long.

O ministro indicou que o Equador está em plena fase de resgate de sobreviventes e corpos de entre os escombros do terremoto e disse que 654 integrantes de equipes de salvamento chegaram ao país, apesar de esse número poder chegar hoje a 800, o que considerou muito positivo.

O titular de Relações Exteriores comentou em entrevista coletiva que, após a primeira fase das operações, que se baseia no resgate de sobreviventes e na recuperação de corpos, nos próximos dias se entrará em uma segunda fase, que tem como eixo fornecer abrigos para as cerca de 20.000 pessoas "que ficaram sem lugar para dormir".

Ao contrário da primeira etapa, na qual é prioritária a chegada de equipes de resgate, na segunda "a ajuda é diferente", já que se necessita de água, barracas, material higiênico e alimentos enlatados, entre outras coisas, indicou.

Esse período, segundo disse, "pode levar vários meses e talvez vários anos".

O ministro da Defesa, Ricardo Patiño, disse hoje que 4.027 pessoas ficaram feridas devido ao terremoto e que 231 que estavam na região afetada pelo tremor permanecem desaparecidas.

Em entrevista coletiva, Patiño declarou que o número de mortos em função da tragédia é de 443, apesar de o vice-ministro do Interior, Diego Fuentes, ter dito antes que o terremoto matou 480 pessoas.

O presidente do Equador, Rafael Correa, cifrou hoje em cerca de US$ 3 bilhões as perdas provocadas pelo terremoto do sábado, um dos mais fortes na história do país andino, segundo informou a agência pública "Andes".

O terremoto aconteceu às 18h58 do sábado (horário local, 20h58 de Brasília), entre os balneários litorâneos de Cojimíes e de Pedernales, na província de Manabí e contígua com a vizinha Esmeraldas.

Após o desastre, o governo equatoriano declarou estado de emergência nas províncias de Esmeraldas, Manabí, Guayas, Santo Domingo de los Tsáchilas, Los Ríos e Santa Elena, assim como o estado de exceção em todo o território nacional.

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