Equador diz que terremoto deixou 4.027 feridos e 231 desaparecidos

Quito, 19 abr (EFE).- O ministro da Defesa do Equador, Ricardo Patiño, disse nesta terça-feira que 4.027 pessoas ficaram feridas devido ao terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter ocorrido no sábado no país, e que 231 que estavam na região afetada pelo tremor permanecem desaparecidas.

Em entrevista coletiva, Patiño declarou que o número de mortos em função da tragédia é de 443, apesar de o vice-ministro do Interior, Diego Fuentes, ter dito antes que o terremoto matou 480 pessoas.

"Temos certeza (de) que esse número continuará aumentando porque vamos encontrar, com segurança, mais corpos", afirmou o ministro.

Segundo ele, foi estabelecido um sistema de abastecimento de água, alimentos e outros artigos nas Unidades de Polícia Comunitária (UPC) das áreas afetadas, às quais deverão comparecer aqueles que precisarem desses recursos. Além disso, haverá fornecimento de água nas casas das famílias afetadas por meio de tanques.

A polícia, que ficará a cargo da segurança da distribuição, contará com apoio de dez militares em cada UPC.

Segundo Patiño, 60 horas depois do terremoto foi normalizado do serviço de eletricidade "em praticamente em toda a região devastada", exceto em Manta, onde parte da rede elétrica está no chão, e o restabelecimento do fornecimento poderia trazer risco de choques para as pessoas.

O ministro também destacou a importância de que os bancos, públicos e privados, restabeleçam suas atividades, porque "o povo precisa de liquidez".

Quanto à segurança, Patiño revelou que 10 mil militares e mais de 6 mil policiais estão trabalhando nas áreas castigadas pelo terremoto.

O presidente do Equador, Rafael Correa, calculou hoje em US$ 3 bilhões as perdas como consequência do terremoto do sábado, um dos mais fortes na história do país andino, informou a agência pública "Andes".

Nas regiões mais afetadas, continua a busca de sobreviventes entre os escombros.

O tremor aconteceu às 18h58 de sábado (hora local; 20h58 de Brasília) entre os balneários de Cojimíes e Pedernales, na província de Manabí.

Após o desastre, o governo equatoriano declarou estado de emergência nas províncias de Esmeraldas, Manabí, Guaias, Santo Domingo de los Tsáchilas, Los Ríos e Santa Elena, assim como estado de exceção em todo o território nacional.

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