Ministro diz que ficar na UE transformará Reino Unido em "refém"

Londres, 19 abr (EFE).- O ministro britânico de Justiça, Michael Gove, disse nesta terça-feira que votar pela permanência na União Europeia no referendo de 23 de junho transformará o Reino Unido em "refém" de Bruxelas e o país será condenado a uma maior integração dentro do bloco comunitário.

"Se votamos por permanecer, os chefes e os burocratas da UE terão carta branca para seguir arrebatando poder e dinheiro do Reino Unido", argumentou Gove, principal porta-bandeira do "Brexit" no governo conservador do primeiro-ministro, David Cameron.

O político, peça fundamental da campanha "Vote por Sair", desejou que os britânicos o respaldem "na nobre ambição" de querer sair da UE e se mostrou também favorável a uma total redefinição da relação comercial com o bloco.

Assim, segundo sua abordagem, caso a saída da União Europeia seja aprovada, o Reino Unido poderia permanecer em um "área de mercado livre" que lhe daria "pleno acesso aos mercados europeus", mas "sem estar sujeito à regulação" imposta desde Bruxelas e nem aos ditames dos tribunais europeus.

Questionado pela imprensa se era partidário de abandonar o mercado único -o único que os eurocéticos parecem avaliar da UE-, indicou que advogava por revisar a relação com o mesmo, embora não tenha dado detalhes.

Fontes ligadas a ele disseram que não defendia sair do mercado único, mas "uma redefinição".

Um porta-voz da campanha a favor da permanência "O Reino Unido, mais forte na Europa", porta-bandeira por David Cameron, garantiu que um acordo sob medida deste país "seria impossível", pois os líderes europeus não iriam querer sentar um precedente que encorajasse outros membros a deixar o bloco.

Os partidários da permanência na UE somaram hoje o apoio da União Nacional de Granjeiros, a comissão parlamentar do Meio Ambiente e do Colégio de Parteiras, que se pronunciaram publicamente a favor de ficar no bloco.

O apoio à permanência aumentou nos últimos dias e uma pesquisa publicada hoje pelo "The Daily Telegraph" situa em 52%, contra 43% que respaldam o "Brexit".

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