Negociações de paz para o Iêmen começarão nesta quinta-feira, segundo a ONU

Nações Unidas, 20 abr (EFE).- A ONU anunciou nesta quarta-feira que as negociações de paz sobre o Iêmen, que deveriam ter iniciado há dois dias no Kuwait, começarão na quinta-feira.

"As negociações de paz iemenitas começarão amanhã no Kuwait sob os auspícios das Nações Unidas", disse aos jornalistas o porta-voz da organização Stéphane Dujarric.

O anúncio ocorre após o movimento rebelde dos houthis divulgar hoje a decisão de se reunir com o governo de Abdo Rabbo Mansour Hadi, após ter se recusado a fazer o mesmo no último dia 18, data prevista para o início das negociações.

O porta-voz dos houthis, Mohammed Abdel Salam, explicou em comunicado que uma delegação composta por membros de seu grupo e do partido de seu aliado, o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, partirá hoje rumo ao Kuwait para participar do diálogo.

A delegação conjunta sairá de Sana para Mascate, de onde viajará na quinta-feira para o Kuwait, segundo o porta-voz do partido de Saleh, Yasser al Auadi, e membro da equipe negociadora.

Os houthis comunicaram sua decisão em uma carta ao enviado da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Sheikh Ahmed, que do Kuwait pediu insistentemente aos rebeldes que retomassem o diálogo.

Na carta, os insurgentes advertiram que "se reservam o direito de adotar qualquer posição que considerem adequada caso a outra parte (forças de Hadi e coalizão árabe) descumpra o cessar-fogo".

O cessar-fogo entrou em vigor no dia 10 de abril, mas não foi respeitado por nenhuma das partes, como já ocorreu com as tréguas proclamadas anteriormente.

A ONU lembrou hoje que as negociações focarão na implementação da resolução 2216 do Conselho de Segurança, que estipula a retirada dos combatentes houthis das cidades, a entrega de seu armamento e a devolução das instituições governamentais ocupadas, assim como a volta ao diálogo político entre as facções iemenitas.

Do Kuwait deve sair um "acordo que abra o caminho para um processo pacífico e ordenado", lembrou Dujarric.

O atual conflito começou com a revolta armada dos houthis contra o governo em 2014 e aumentou com o início da ofensiva da aliança árabe, liderada pela Arábia Saudita, contra os rebeldes.

O cessar-fogo em vigor é o quinta cessação de hostilidades estipulada desde o começo da campanha militar árabe, em março de 2015. Mais de três mil civis morreram no ano passado, segundo dados da ONU, e a situação humanitária é desesperadora para a população das regiões afetadas pela violência.

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