Obama e rei da Arábia Saudita debatem relação bilateral e luta antiterrorista

Riad, 20 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz bin Abdul Rahman, mantiveram um encontro nesta quarta-feira no qual abordaram as relações bilaterais e a luta contra o terrorismo.

No palácio real em Riad ambos os líderes debateram também a evolução da situação do Oriente Médio e os esforços internacionais para solucionar os atuais conflitos e acabar com o terrorismo, de acordo com a agência oficial "SPA". A reunião teve a participação do secretário americano de Defesa, Ash Carter, e do ministro das Relações Exteriores saudita, Adel al Jubeir.

Obama participará amanhã da cúpula do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), integrado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã.

Em reunião hoje com seus colegas do CCG, Carter expressou o apoio dos Estados Unidos a estes países contra a ingerência do Irã e acertou a formação de patrulhas marítimas conjuntas para evitar a chegada de armas iranianas aos rebeldes iemenitas. Ele ressaltou que seu país está comprometido com a segurança do Golfo Pérsico e que o acordo nuclear alcançado entre as grandes potências e o Irã não restringe este respaldo a seus sócios do CCG.

No entanto, este acordo foi visto com receio pelos países do Golfo e esfriou as relações entre Estados Unidos e Arábia Saudita, que tem no Irã a seu principal inimigo e rival regional.

A cúpula com os líderes do CCG segue à realizada no Camp David (EUA) em maio do ano passado e chega em um momento de certa tensão por conta de comentários de Obama em uma recente entrevista à revista "The Atlantic". Nessa entrevista, o líder americano qualificou alguns aliados do Oriente Médio e da Europa como "oportunistas" por pressionar os Estados Unidos a se envolverem em complicados conflitos que têm pouco que ver com os interesses do país.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, reconheceu ontem em sua entrevista coletiva diária que os Estados Unidos e seus aliados do Golfo têm "diferenças significativas" sobre vários assuntos e Obama prevê abordá-las em Riad. A visita acontece também em meio a um controverso projeto de lei que procura permitir que as vítimas dos atentados de 11/9 possam processar o governo da Arábia Saudita por esses ataques terroristas, uma medida que Obama rejeita.

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