Trump enaltece sua vitória em N.York e faz alerta sobre convenção republicana

Nova York, 19 abr (EFE).- O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, se vangloriou nesta terça-feira de sua folgada vitória nas eleições primárias de seu estado, Nova York, e advertiu que não será "justo" se chegar à Convenção Nacional do partido com um número maior de delegados do que seus rivais e não for o indicado.

Trump reagiu assim após conhecer os primeiros dados da apuração, que apontam para uma vitória esmagadora sobre Ted Cruz e John Kasich, do lobby de seu edifício em Manhattan, a Trump Tower, acompanhado de vários membros de sua família.

"Vamos chegar à convenção como vencedores em número de delegados, que ganhamos justamente com votos. Ninguém deveria aceitar delegados que ele mesmo não conseguiu, como eu", disse Trump, revelando apreensão de que a Convenção Nacional do Partido Republicano não lhe dê a indicação apesar do apoio conseguido.

"Vamos para a convenção como ganhadores e ninguém poderá tirar de nós a indicação", afirmou o magnata.

Trump disse que o sistema para escolher o candidato na Convenção Nacional Republicana é "podre", mas fez questão de enfatizar que "o dos democratas é ainda pior".

"Não que eu goste de Sanders (pré-candidato democrata), mas ultimamente só o vejo ganhando, mas eles não param de dizer que ele não tem nenhuma chance", comentou Trump, que não mencionou em seu discurso, nem uma única vez, o nome da vencedora da primária democrata em Nova York, Hillary Clinton.

Diante de dezenas de jornalistas e de muitos simpatizantes, Trump afirmou que utilizará os votos conseguidos "para tornar a América grande de novo".

O polêmico magnata também aproveitou o momento para falar sobre as medidas que pretende aplicar se for eleito presidente, como acabar com o programa de saúde pública conhecido como "Obamacare", que "está fazendo com que os (imigrantes) ilegais sejam mais bem tratados do que o povo deste país", assim como trabalhar para "trazer de volta os empregos à América".

Por outro lado, Trump também mostrou sua intenção de "criar um Exército maior e mais forte".

"Ninguém vai querer nos enfrentar", disse entre os gritos de "U-S-A, U-S-A" ("E-U-A, E-U-A", tradução livre) de seus simpatizantes.

"Vamos voltar a ser um país estupendo e forte. Legitimamente forte", afirmou o bilionário.

Além disso, Trump agradeceu pela vitória com a qual conseguiu , segundo ele, "mais delegados dos que qualquer um podia imaginar".

"Tenho uma equipe maravilhosa, embora a imprensa fale o que quer. Que sigam falando", comentou o pré-candidato em referência ao episódio protagonizado por seu chefe de campanha, Corey Lewandoski, que segurou e torceu o braço de uma jornalista para que ela não fizesse uma pergunta ao magnata em um evento na Flórida.

Acompanhado por sua equipe e sua família, entre eles sua esposa e sua filha, Melania e Ivanka Trump, o pré-candidato republicano disse que comemoraria sua vitória "por algumas horas" para depois descansar, antes de partir nesta quarta-feira para Indiana e Pensilvânia, dois dos próximos estados que votarão no processo de prévias do Partido Republicano.

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