Ex-presidente cazaque acredita que sanções do Ocidente à Rússia "falharão"

Astana, 21 abr (EFE).- O ex-presidente do Afeganistão Hamid Karzai disse nesta quinta-feira, em seu discurso no 31º Fórum de Comunicação Eurasiático (EAMF), que as tentativas do Ocidente para influir na política Rússia na Crimeia fracassarão.

"As sanções como instrumento de pressão são ineficazes. As sanções do Ocidente contra a Rússia são ruins", explicou Karzai na reunião anual de economistas, políticos, jornalistas e figuras públicas realizada em Astana.

A esse respeito, o ex-ministro das Relações Exteriores britânico Jack Straw considerou que a imposição de sanções a uma nação com objeto de influir em suas políticas "algumas vezes é eficaz e outras não", enquanto que exemplificou sua postura a favor destas medidas com o recente acordo nuclear assinado com o Irã após anos de sanções contra o país.

"As sanções são a melhor alternativa para a guerra, melhor que começar a matar gente", afirmou Straw, ressaltando que "a anexação da Crimeia (pela Rússia) não foi justificada, mas as sanções contra a Rússia sim o foram".

Durante os debates, os oradores abordaram outros problemas internacionais como o terrorismo e o fanatismo.

Para Karzai as principais causas em que se sustenta o terrorismo são as "más políticas", e é a "falta de confiança entre os países", que provoca o sofrimento da sociedade e da economia.

"Temos que trabalhar para melhorar o entendimento mútuo em uma economia competitiva baseada na cooperação entre grandes poderes. Não deveria existir um mundo onde um ou poucos países desfrutem sempre de paz e estabilidade e os demais permaneçam instáveis e inseguros", acrescentou o ex-presidente afegão.

Straw afirmou que essa confiança à qual se referia Karzai "pode ser construída sempre e quando forem estabelecidas relações pessoais entre os líderes".

Este fórum de dois dias de duração foi inaugurado com uma mensagem do presidente do país, Nursultan Nazarbayev, lida para o auditório por sua filha e vice-primeira-ministra Daringa Nazarbayeva.

"O fórum se tornou uma reconhecida plataforma para discussão e debate dos problemas de atualidade e do desenvolvimento de novas ferramentas que os revolvam", disse Nazarbayeva para as mais de 400 personalidades do mundo político, econômico e empresarial dos 50 países que participaram da reunião.

Segundo a agenda do encontro, os participantes debaterão sobre as mudanças na economia global no contexto de crise e a queda do preço do petróleo, os interesses geopolíticos dos países mais poderosos do mundo e seus efeitos no processo de transformação no Oriente Médio, além da situação dos refugiados na União Europeia (UE), entre outros assuntos.

kk/ma

(foto)

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