Fortes chuvas suspendem trabalhos de resgate após tremores no Japão

Tóquio, 21 abr (EFE).- As fortes chuvas que atingem o sudoeste do Japão forçaram nesta quinta-feira a interrupção dos trabalhos de resgate após os terremotos registrados nesta região, quando completa uma semana do primeiro de uma série de tremores que deixaram pelo menos 48 mortos e mais de mil feridos.

O governo de Kumamoto, a província mais atingida pelos sismos, decretou hoje a ordem de evacuação de mais de 7.600 pessoas e recomendou transferir mais de 230 mil devido às precipitações, informou a emissora pública de televisão "NHK".

Entre elas se encontram algumas das mais de 100 mil pessoas que já tinham sido evacuadas pelos terremotos em Kumamoto e Oita, na ilha de Kyushu.

O governador de Kumamoto, Ikuo Kabashima, se comprometeu hoje a intensificar os esforços para assegurar o alojamento dos desabrigados em imóveis públicos, hotéis e embarcações. Atualmente, os desabrigados estão em escolas, edifícios públicos e até em estacionamentos, e Kabashima não descartou a construção de abrigos temporários, segundo a agência "Kyodo".

Os governos locais de outras cinco províncias puseram à disposição dos sobreviventes pelo menos 2.340 imóveis públicos que estão sendo oferecidos gratuitamente, e alguns dos desabrigados já estão vivendo neles.

O primeiro dos dois terremotos mais fortes, de magnitude 6,5 na escala Richter, sacudiu a região na noite de quinta-feira da semana passada, enquanto outro, de magnitude 7,3, aconteceu na madrugada do último sábado, provocando o desabamento de edificações e deslizamentos de terra, especialmente nas localidades de Mashiki e Minamiaso.

Neste último local, as equipes de resgate continuam as buscas por dois desaparecidos, mas os trabalhos foram prejudicados pelas contínuas e intensas réplicas e, agora, interrompidos pelas intensas precipitações.

A Agência Meteorológica do Japão (JMA, sigla em inglês) advertiu que são esperados entre 40 e 70 milímetros de chuva por hora no norte da ilha do sudoeste japonês, onde ficam Kumamoto e Oita, e que também podem ocorrer tempestades, novos deslizamentos de terra e inundações.

Apesar de o serviço de eletricidade ter sido restabelecido em quase toda a província de Kumamoto, cerca de 25 mil lares permanecem sem luz, enquanto 890 imóveis da vizinha Oita não têm água.

Até as 14h locais de hoje (2h de Brasília) ocorreram mais de 766 réplicas dos tremores, segundo dados da JMA, que já alertou que a atividade sísmica continuará no sudoeste do arquipélago.

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