Opositores protestam em sede de órgão eleitoral para pressionar por referendo

Caracas, 21 abr (EFE).- Um grupo de sete deputados opositores venezuelanos protestou nesta quinta-feira na sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para exigir às autoridades que entreguem à oposição um formulário necessário para ativar o referendo que visa retirar do poder o presidente Nicolás Maduro.

O grupo de legisladores da Assembleia Nacional (parlamento venezuelano), que se prendeu a uma escada da sede eleitoral, afirmou que o objetivo do protesto é pressionar as autoridades a entregar aos opositores um formulário indispensável pare coletar as assinaturas para ativar a consulta popular.

Militares encarregados da segurança da sede tentaram impedir que os deputados se prendessem às escadas, mas estes persistiram em sua intenção.

María Beatriz Martínez, que faz parte do grupo de sete parlamentares, afirmou que a ação é uma resposta à demora da instituição em entregar o formulário, o que, segundo ela, deveria ter acontecido há três dias.

"Tibisay (Lucena, presidente do Poder Eleitoral) pediu três dias para nos dar a planilha, porque é nosso direito constitucional reivindicar o referendo presidencial revogatório. Não estamos dizendo golpe de Estado, não estamos dizendo violência, estamos dizendo que o povo venezuelano tem direito de escolher", disse Martínez a jornalistas.

Os parlamentares se referem ao documento no qual os opositores devem conseguir um número de assinaturas equivalente a 1% do censo eleitoral para que a instituição inicie formalmente o trâmite do referendo.

Os opositores denunciam há várias semanas que o CNE não forneceu o formulário a fim de atrasar os períodos previstos para o processo e evitar que a solicitação possa valer para este mesmo ano.

Adicionalmente ao referendo sobre o mandato do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a aliança de partidos opositores Mesa da Unidade Democrática (MUD) promove uma emenda constitucional que prevê a redução do período presidencial e ao mesmo tempo cobra que o chefe de Estado renuncie voluntariamente.

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