Mossack Fonseca nega ter destruído informação após nova inspeção

Panamá, 22 abr (EFE).- O escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, foco do escândalo Panama Papers, negou ter destruído documentos e disse que as bolsas com papel triturado que foram confiscadas nesta sexta-feira pela procuradoria do país contêm informação que já tinha sido concedida em inspeção anterior.

"Como parte de nossos processos, todos os arquivos do grupo são digitalizados frequentemente, portanto a documentação guardada no depósito já está com a procuradoria, resultado da última inspeção da qual fomos objeto", indicou a companhia em comunicado.

A recém-criada procuradoria especializada contra a criminalidade organizada inspecionou nesta sexta-feira um depósito da empresa panamenha situado nos arredores da capital, em um bairro conhecido como Parque Lefevre, a menos de 15 quilômetros da sede principal do escritório.

"O que foi retirado pela procuradoria é material destinado à reciclagem, conforme a antiguidade do mesmo, o que constitui uma prática usual em nossa empresa", acrescentou o escritório especializado na gestão de patrimônios.

O titular da nova procuradoria, Javier Caraballo, disse ao sair do edifício que foi encontrada uma "grande quantidade de documentação" e que os oficiais reorganizariam os papéis triturados para analisar seu conteúdo.

A sede principal da Mossack Fonseca, no centro financeiro da capital, foi inspecionada durante mais de 27 horas no dia 12 de abril, atividade que terminou sem provas conclusivas e que foi realizada apenas 10 dias após a procuradora-geral, Kenia Porcell, anunciar o início da investigação.

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