Combates entre Exército sírio e curdos em Qameshli matam 50 civis

Cairo, 23 abr (EFE).- Cerca de 50 combatentes e civis morreram nos últimos três dias em combates entre o Exército sírio e forças curdas na cidade de Qameshli, no nordeste da Síria, informou neste sábado o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Esses enfrentamentos, suspensos ontem à noite graças a uma trégua, causaram a morte de dez soldados das forças de segurança curdo-sírias Asayish e das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo.

O Observatório, cuja sede se encontra em Londres e goza de uma ampla rede de ativistas na Síria, indicou que 22 soldados do regime e combatentes afins morreram também nesses confrontos, enquanto 80 foram capturados.

Sete civis, entre eles um menor de idade e uma mulher, morreram também por causa dos bombardeios do regime contra zonas que se encontram sob o controle das forças curdas.

A ONG documentou outras dez vítimas mortais em Qameshli, cidade situada na província de Al Hasaka, que não pôde confirmar se integram as forças curdas ou são civis.

Durante os combates dos últimos dias, as forças curdas arrebataram das tropas governamentais o controle da prisão de Alaya, no leste da cidade.

As forças também assediaram o bairro administrativo e de segurança da cidade e alguns edifícios governamentais.

Ontem à noite, as Asayish emitiram um comunicado no qual se comprometeram de forma unilateral a cessar as hostilidades, após esforços de notáveis tribais, como primeiro passo para estabelecer uma trégua permanente.

Os curdos representam 9% da população da Síria e vivem, sobretudo, em Al Hasaka e nas regiões de Afrin e Ain al Arab, conhecida também como Kobani, na província de Aleppo.

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