Comerciantes que perderam lojas em terremoto levantam barracas no Equador

Manta (Equador), 23 abr (EFE).- Dezenas de comerciantes que perderam seu negócio na cidade equatoriana de Manta pelo terremoto começaram neste sábado a levantar com pedras e paus improvisados barracas nas quais ainda não sabem o que venderão ou de onde tirarão a mercadoria.

O lugar escolhido é uma esplanada junto ao bairro de Tarqui, o mais afetado da cidade pelo terremoto, onde as futuras barracas se delimitam com pedras que representam as imaginárias paredes e no solo o nome de quem ocupará o lugar.

Ao espaço chegaram nas últimas horas cidadãos que tinham sapatarias, lojas de bijuteria, barbearias e outras tantas atividades com as quais ganhavam a vida e que na semana passada se transformaram em escombros com o terremoto de 7,8 graus que deixou pelo menos 602 mortos e 12.492 feridos, segundo dados oficiais.

Gloria Cadena, proprietária de uma loja de pulseiras e colares até sábado passado, vigia o espaço que conseguiu após horas de espera e conta à Agência Efe que ainda não sabe o que venderá a partir de agora, mas o importante é que já tem um lugar para onde começar de novo.

O comércio também era o sustento de Isabel Madeiro, uma sapateira que espera criar um negócio similar com calçados emprestados de vizinhas para vender.

Descontente com a ideia do governo de aumentar impostos para financiar a reconstrução do desastre que deixou o terremoto, Madeiro prefere que os bancos ajudem a ela e o resto de pequenos empresários para que possam pagar as dívidas contraídas.

"Não dizemos que não vamos pagar, mas pedimos um tempo para pegar e poder pagar porque não podemos agora", disse.

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