Equador e Brasil são focos de reunião da Unasul

Quito, 23 abr (EFE).- A situação no Equador, atingido por um forte terremoto há uma semana, e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff centraram as discussões dos chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) neste sábado, em Quito.

Os ministros das Relações Exteriores da Unasul se encontraram na sede da Secretária-geral na capital equatoriana em Reunião Ordinária do Conselho de Chanceleres, que começou com um minuto de silêncio pelas vítimas do terremoto. O encontro teve início com a entrega da presidência temporária do grupo, das mãos do chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, a sua colega Delcy Rodríguez, da Venezuela, país que terá essa função por um ano.

O secretário-geral da Unasul, o ex-presidente colombiano Ernesto Samper, destacou a vontade da região de ajudar o Equador e disse que essa mostra de solidariedade com o país castigado pelo terremoto, põe na mesa de discussão o projeto de "cidadania sul-americana". Esse conceito representa que "os 420 milhões de sul-americanos que habitam nos 17 quilômetros quadrados" podem ter a "possibilidade de se movimentar para trabalhar e para escolher suas autoridades", por exemplo, no espaço sul-americano, explicou Samper.

A possibilidade de falar deste tema, "nasce das demonstrações e das expressões de solidariedade com o povo equatoriano" que fizeram todos os países sul-americanos, ressaltou ele ao insistir que o outro tema que preocupa é o avanço do processo de afastamento da presidente do Brasil.

"Estamos muito preocupados com a situação da economia" e, principalmente, que "a má economia tenha danificado a política, que a política está criando condições de ingovernabilidade" em vários países da região, ressaltou o secretário da União.

"Vemos que o julgamento da presidente está avançando rapidamente, sem que exista, a nosso ver, nenhuma prova" que determine sua culpabilidade, acrescentou Samper ao advertir que sua eventual saída do poder seria uma questão preocupante para toda a região.

Segundo ele, o Brasil está em uma espécie de "UTI da Unasul", por isso o diálogo de chanceleres para buscar estratégias de apoio à democracia brasileira.

"Esperamos que os atores (políticos no Brasil) reiterem seu compromisso com a democracia e que a presidente Rousseff possa sair bem deste impasse", ressaltou Samper.

O secretário disse que o Conselho de Chanceleres da Unasul fará um pronunciamento oficial a respeito ao final da reunião de hoje em Quito.

Na reunião de Quito participaram cinco chanceleres, quatro vice-chanceleres e três secretários de Relações Exteriores. A Unasul é integrada por Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos