Líder rebelde não voltará a Juba no dia em que completa prazo de mediadores

Juba, 23 abr (EFE).- O líder rebelde sul-sudanês e vice-presidente designado, Riek Machar, não voltará a Juba neste sábado, quando termina o prazo dado pelos mediadores, devido aos obstáculos impostos pelas autoridades sobre o número de armas e combatentes que o acompanharão.

O porta-voz da oposição, James Dak, informou em um breve comunicado que o governo não autorizou a aterrissagem na capital do avião que ia transferir Machar desde a zona etíope de Gambela.

As autoridades comunicaram que Machar, seu chefe do Estado-Maior, Simon Gatwech Dual, e os soldados devem esperar até a próxima segunda-feira, segundo Dak.

O retorno de Machar a Juba para jurar seu cargo como primeiro vice-presidente do Estado era esperado para 18 de abril e ocorre em cumprimento do acordo de paz assinados entre ambos os grupos em agosto em Adis-Abeba.

Um porta-voz militar rebelde, Nyarji Roman, disse que as autoridades decidiram enviar uma equipe para verificar o número de soldados e o armamento que viajam com Machar.

Esta medida foi adotada depois que ontem o governo sul-sudanês aceitou que o líder da oposição e vice-presidente designado retornasse acompanhado por 195 de seus soldados equipado com 20 lança-granadas.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu ontem a Machar que volte à capital do país "imediatamente" para garantir a paz, enquanto os países ocidentais que supervisionam o processo de paz -Estados Unidos, Reino Unido e Noruega- deram de prazo até hoje, sábado, para seu retorno.

Em 11 de fevereiro, o presidente do país, Salva Kiir, designou Machar, no marco do acordo de paz, como vice-presidente, um cargo que já tinha ocupado antes do início do atual conflito e do qual foi afastado.

O pacto estipula a formação de um governo de união nacional para a repartição do poder entre o atual Executivo e a oposição e realizar após 30 meses eleições gerais.

Machar deixou Juba após ser acusado em dezembro de 2013 de uma tentativa de golpe de Estado contra Kiir, o que derivou em uma guerra que deixou centenas de milhares de mortos e mais de dois milhões de deslocados e refugiados, segundo números da ONU.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos