UE pede que sírios sigam negociando como única solução ao conflito

Bruxelas, 24 abr (EFE).- A UE pediu neste domingo aos fiadores da cessação de hostilidades na Síria que exerçam sua "máxima influência" para conseguir o fim das violações à trégua, e solicitou aos sírios que sigam negociando como única via para solucionar o conflito.

"A UE pede aos fiadores da cessação de hostilidades e ao grupo de trabalho relevante que exerçam sua máxima influência para que ocorra o fim das violações do acordo" de trégua, disseram os porta-vozes da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

Entre quinta-feira e sexta-feira foi embora de Genebra a maioria dos componentes da delegação opositora síria, que decidiu suspender sua participação nas conversas em protesto pelas infrações do regime à trégua, vigente desde fevereiro, e a falta de acesso humanitário a áreas sitiadas militarmente.

A UE pediu que eles sigam negociando para salvar as conversas lideradas pelo mediador da ONU, Staffan de Mistura, em Genebra.

Na opinião da UE, ambas as partes em conflito "devem participar plenamente e de boa fé nas negociações, que deveriam continuar com a mediação do enviado especial da ONU De Mistura como foi estipulado", afirmou o Serviço de Ação Exterior da UE.

"Tarde ou cedo só as negociações políticas poderão resolver este conflito e pelo bem de todos os sírios é melhor que seja em breve", afirmaram os porta-vozes.

Para a UE, as conversas entre as partes em conflito "são a via essencial para um processo político de transição que restaure a paz e a esperança para todas suas pessoas".

A UE admitiu que nos últimos dias as medidas unilaterais ou de represália de uma ou outra parte "ameaçaram este processo", que antes tinha registrado "consideráveis progressos".

Por isso advertiu que, se ambas as partes se retirarem do diálogo, o resultado será a "estagnação violenta que causou tanto sofrimento no passado".

A UE, disseram os porta-vozes de Mogherini, seguirá somando suas forças às da ONU para assegurar a entrega de assistência humanitária, e para apoiar "com todos seus meios" o processo político para que este não fracasse.

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