Obama diz que mundo precisa de "Europa forte, próspera e unida"

(Atualiza com mais detalhes do discurso).

Hannover (Alemanha), 25 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira em Hannover, na Alemanha, que seu país, e todo o mundo, "necessitam de uma Europa forte, próspera, democrática e unida".

"Uma Europa unida foi o sonho de alguns poucos, se transformou na esperança de muitos e é uma necessidade para todos", disse Obama em discurso feito na abertura da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel.

O presidente ressaltou a "magnitude" do fato de o continente ter conseguido se unir e qualificou a União Europeia (UE) como "um das maiores conquistas econômicas e políticas da história moderna". Neste sentido, acrescentou que uma Europa integrada é "vital" para a ordem internacional e indicou que não é por acaso que milhares de pessoas tentam chegar ao continente quando no século XX, em várias ocasiões, ele foi arrasado pela guerra.

Ele alertou sobre o aumento dos nacionalismos, da intolerância e da tentação de "retornar à tribo" perante os fluxos migratórios, mas lembrou de que os países europeus e Estados Unidos serão mais fortes e seguros se forem capazes de acolher às pessoas de outras raças e religiões, o que inclui, ressaltou, os muçulmanos.

Obama voltou a elogiar a política de refugiados de Merkel, e lembrou ao mundo que não se pode "dar as costas a um ser humano que está aqui agora e necessita de ajuda". Ele enfatizou que apenas poucos países não podem assumir sozinhos o peso das recepções, por isso defendeu compartilhar a responsabilidade.

Ele também disse que a Europa deve continuar sendo "próspera" e "crescer", para abrir as economias, realizar reformas e proteger os trabalhadores e os consumidores, reduzindo as desigualdades.

Obama reconheceu que às vezes a UE requer "compromissos frustrante", mas afirmou que graças ao trabalho conjunto de Bruxelas e Washington grandes avanços serão conseguidos, como o Acordo de Paris contra a mudança climática firmado no ano passado na França.

O presidente dos Estados Unidos finalizou indicando que seu país precisa da Europa para enfrentar os "perigos de hoje", começando pelo "maior desafio" que é o terrorismo jihadista do Estado Islâmico (EI). Segundo ele, não é possível acabar sozinho com este problema, e precisa que todos os estados da Otan assumam sua parte de responsabilidade na "segurança coletiva".

Após anunciar o envio de 250 soldados americanos a mais para à Síria, ele agradeceu o apoio aliado nessa batalha, mas advertiu que é necessário que mais países contribuam aos esforços em andamento para treinar às tropas locais no Iraque, para impulsionar a ajuda econômica e para estabilizar as áreas arrebatadas ao EI.

Ele destacou nessa luta a troca de informação e inteligência entre seu país e a UE para "evitar que os terroristas viajem, cruzem fronteiras e matem pessoas inocentes", protegendo, ao mesmo tempo, os valores da segurança e da privacidade. Obama elogiou os valores compartilhados entre a UE e EUA, que vivem hoje "a era mais pacifica e próspera da história da humanidade", mas apelou a não ser complacentes perante as ameaças terroristas, a crise dos refugiados e as "agressões" da Rússia.

Após insistir em que as sanções a Moscou seguirão, enquanto não os acordos de Minsk sobre a integridade territorial da Ucrânia não forem cumpridos, ele disse desejar manter boas relações com a Rússia e sua esperança é que esse país "reconheça que a verdadeira grandeza não vem de assediar moradores, mas de trabalhar com o mundo".

Obama reiterou seu apoio aos aliados no leste da Europa e voltou a pedir que aumentem sua despesa em defesa para se aproximar dos 2% do PIB.

Além de elogiar a unidade europeia, Obama ressaltou o valor da democracia como o sistema de governo mais justo e lembrou que democracia não significa apenas realizar eleições, em referência a países onde não se garante o estado de direito e o respeito à liberdade de imprensa.

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