Trudeau confirma que grupo Abu Sayyaf matou turista canadense nas Filipinas

Toronto (Canadá), 25 abr (EFE).- O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, confirmou nesta segunda-feira que o turista canadense John Ridsdel foi executado pelo grupo extremista Abu Sayyaf e qualificou o fato de "assassinato a sangue frio".

Ridsdel, de 68 anos, foi capturado em 21 de setembro de 2015 junto com outros três turistas (outro canadense, um norueguês e uma mulher filipina) pelo grupo extremista Abu Sayyaf na ilha Samal do arquipélago filipino.

O grupo ameaçou matar um dos reféns se as autoridades não pagassem o resgate até esta segunda-feira.

Trudeau afirmou em comunicado que estava "escandalizado pela notícia de que o cidadão canadense John Ridsdel" foi assassinado.

"O Canadá condena sem reservas a brutalidade dos sequestradores e esta morte desnecessária. Foi um assassinato a sangue frio e a responsabilidade recai exclusivamente sobre o grupo terrorista que o sequestrou", acrescentou Trudeau.

O primeiro-ministro canadense acrescentou que o Canadá trabalhará com o governo filipino e outras entidades "para perseguir os responsáveis deste odioso ato e levá-los perante a justiça".

Abu Sayyaf, que se declarou seguidor do grupo terrorista Estado Islâmico, foi criado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética e a ele são atribuídos alguns dos atentados mais sangrentos dos últimos anos nas Filipinas.

O sul das Filipinas é palco de um conflito separatista islâmico que dura mais de quatro décadas, que já deixou entre 100 mil e 150 mil mortos e paralisou o desenvolvimento de uma região rica em recursos naturais.

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