Celulares terão "botão do pânico" na Índia para aumentar proteção às mulheres

Em Nova Déli

  • Getty Images

    Celulares deverão ter botão de pânico na Índia a partir de 2017

    Celulares deverão ter botão de pânico na Índia a partir de 2017

Os telefones celulares na Índia deverão ter a partir de 2017 um "botão do pânico" para avisar sobre situações de perigo, pensado especialmente para prevenir agressões sexuais em um país com muitos problemas de violência contra a mulher, informaram nesta terça-feira (26) fontes oficiais.

"Pressionando o botão, a polícia, os familiares e os amigos designados serão alertados, e com isso será possível dar uma resposta imediata a assuntos relacionados com casos de perigo", explicou o ministro das Comunicações indiano, Ravi Shankar Prasad, através do Twitter.

O ministro ressaltou que o principal objetivo é "ajudar as mulheres em perigo com o poder da tecnologia".

Os celulares deverão, além disso, contar em 2018 com um sistema de posicionamento por satélite (GPS) para sua localização "em caso de assédio ou perigo", destacou Prasad.

A ministra indiana da Mulher, Maneka Gandhi, qualificou de "passo histórico para a segurança" a legislação aprovada pelo Departamento de Telecomunicações do país asiático, que estabelece que os novos celulares deverão incluir o "botão do pânico" a partir de 1º de janeiro de 2017 e os antigos terão que instalá-lo.

O botão será correspondente às teclas 5 e 9 em qualquer aparelho, enquanto nos smartphones estará configurado também no dispositivo de ligar e desligar, para que envie o aviso quando for tocado três vezes seguidas, detalhou a ministra em comunicado.

"O objetivo é fornecer uma rede de segurança a milhões de mulheres que encaram situações de perigo em sua vida diária", recalcou Gandhi, já que espera que o botão de alerta atue "como dissuasório para os delinquentes".

A titular deste departamento indicou que a nova legislação faz parte da política do governo de Narendra Modi para combater a violência contra a mulher no país, onde as denúncias por agressões só aumentam, embora em boa medida pela maior conscientização social.

Segundo dados da Agência Nacional de Registro de Crimes da Índia (NCRB, por sua sigla em inglês), as denúncias de agressões contra mulheres cresceram 18% durante 2014 e 31% no caso dos estupros.

O caso ocorrido em dezembro de 2012, quando uma jovem foi estuprada em grupo em um ônibus em andamento na capital indiana e morreu dias depois pelos ferimentos, desencadeou uma onda de indignação em todo o país que levou a endurecer as penas contra os agressores e a melhorar as medidas de proteção à mulher.

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