Cidades venezuelanas são alvo de distúrbios por cortes de luz e água

Caracas, 27 abr (EFE).- Uma série de distúrbios e situações de vandalismo ocorreram em várias cidades da Venezuela, no marco de protestos pelos cortes de luz, água e escassez de alimentos, informaram nesta quarta-feira funcionários e jornais regionais.

O governador do estado Zulia (oeste) Francisco Arias Cárdenas denunciou hoje "ações desestabilizadoras" na cidade de Maracaibo que, segundo a imprensa local, correspondem a distúrbios provocados por pessoas que se queixavam pelos cortes de água e luz que estão sendo feitos devido à seca.

Além disso, nos estados Aragua e Vargas, especificamente nas cidades de Maracay e La Guaira, respectivamente, também foram reportados cortes de ruas e queima de aros das rodas.

"Tivemos ações que qualificamos como desestabilizadoras em sete paróquias de Maracaibo", escreveu Cárdenas em sua conta no Twitter.

"Sabemos que grupos de extrema direita financiam estes atos", afirmou em outra mensagem.

O governador apontou, além disso, em referência aos cortes de água e luz, que "estes fatos" violentos "não farão com que chova nas nascentes dos rios, afrontamos um fenômeno natural, acredito que as chuvas chegarão ao país".

Cárdenas anunciou nesta quarta-feira se reunirá com "os 73 comerciantes afetados, para ressarci-los e dar de novo a oportunidade de serem produtivos para nossa estado", em alusão aos destroços e saques a comércios privados que foram reportados nas zonas dos distúrbios.

Enquanto isso, o secretário de Segurança e Ordem Pública do Governo de Zulia, Biagio Parisi, escreveu na mesma rede social: "Reforçamos as patrulhas no centro e comércios. Mais de 25 pessoas foram detidas por saques na cidade" de Maracaibo.

O funcionário pediu e garantiu que o organismo que dirige assegura "a tranquilidade de Zulia" ao mesmo tempo que pediu aos cidadãos que denunciem os fatos de vandalismo.

De acordo com o jornal regional "Panorama", os distúrbios se iniciaram com o protesto na segunda-feira passada pelos cortes elétricos "que superavam 24 horas", situação que se manteve nesta terça-feira em vários setores.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ontem que será instalada uma "Comissão Presidencial em Zulia" para atender as consequências da seca ao mesmo tempo que garantiu que não permitirá protestos violentos.

Na cidade de Maracay (centro), o jornal regional "El Século" reportou o fechamento de várias ruas em protesto pelos cortes de luz e saques em alguns comércios de venda de alimentos.

Além disso, em La Guaira, cidade na qual se encontra o principal aeroporto que serve Caracas, foram reportados protestos por alimentos e fechamento da principal via de comunicação com a capital venezuelana.

O secretário-executivo da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) Jesús Torrealba disse hoje em seu programa na emissora privada RCR que o governo "está explodindo o país" ao mencionar os distúrbios ocorridos ontem em Maracaibo e La Guaira. EFE

nf/ff

(foto)(vídeo)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos