Ativistas elevam para 27 o número de mortos em ataque a hospital em Aleppo

Beirute, 28 abr (EFE).- Pelo menos 27 pessoas morreram na noite de quarta-feira, entre elas o último pediatra que ficava em zonas sob controle opositor em Aleppo, pelo bombardeio ao hospital de Al Quds, situado no leste da cidade síria, informou nesta quinta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre os mortos há também dois menores de idade, outros dois médicos e dois guardas do centro de saúde, que, como consequência do ataque, ficou completamente destruído e fora de serviço.

A ONG destacou que continuam os trabalhos de resgate para achar os desaparecidos sob os escombros do edifício, que está localizado no bairro de Al Sukari.

Segundo esta fonte, aviões de guerra perpetraram este bombardeio, mas sua origem é desconhecida.

Nos últimos meses, tanto a aviação nacional síria como a russa realizam ataques aéreos contra esta urbe, a maior do norte do país árabe.

Na madrugada passada, o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou que um ataque aéreo contra um hospital no leste de Aleppo "provavelmente terminou com a vida do último pediatra" nessa zona.

O mediador da ONU fez referência a esse caso para pedir à Rússia e Estados Unidos que unam seus esforços para dar de novo vigor à trégua na Síria e salvá-la "do colapso total".

"Faço uma chamada à Rússia e Estados Unidos para que tomem uma iniciativa urgente para relançar a trégua, que por enquanto está em perigo", disse De Mistura em entrevista coletiva após informar por teleconferência ao Conselho de Segurança da ONU sobre o resultado da terceira rodada de negociações de paz concluída na quarta-feira.

A violência aumentou nas últimas semanas em Aleppo, apesar de está em vigor na Síria um cessar-fogo entre o governo de Damasco e a Comissão Suprema para as Negociações (CSN), principal aliança opositora.

Pelo menos 148 civis faleceram, dos que 23 eram menores, desde o passado 22 de abril pelo aumento das hostilidades entre as partes adversários em Aleppo, dividida em distritos em poder das autoridades e outros em mãos dos insurgentes, de acordo aos dados do Observatório.

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