Cazaquistão ressalta luta conjunta com a China contra o terrorismo

Pequim, 28 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores cazaque, Erlan Idrissov, afirmou nesta quinta-feira em Pequim que seu país e a China "explorarão e utilizarão cada oportunidade para lutar contra o terrorismo", ao final do 5º Fórum Ministerial da Conferência para a Interação e Construção de Medidas de Confiança na Ásia (Cica), em Pequim.

Idrissov fez estas declarações a um grupo de jornalistas, entre eles integrantes da Agência Efe, após participar das sessões da Cica, uma iniciativa apoiada pelo Cazaquistão e que conta com 26 países-membros, entre eles China, Índia e Rússia. Após se reunir com seu colega chinês, Wang Yi, que apresentou hoje uma declaração conjunta do grupo pedindo pela paz e pela segurança na região através do diálogo, Idrissov enfatizou que o Cazaquistão e a China contam com várias plataformas para combater o terrorismo, tanto em nível bilateral quanto multilateral.

Nesta última seção, o ministro cazaque ressaltou iniciativas regionais, como a própria Cica e a Organização para Cooperação de Xangai (SCO), e a ONU no âmbito internacional, e destacou que China e Cazaquistão "continuarão trabalhando juntos para reunir mais países" na luta contra o terrorismo.

"Quanto mais coletivo for o esforço, mais bem-sucedido será", considerou.

A busca de fórmulas para conseguir preservar a segurança na região, perante desafios como as ameaças nucleares da Coreia do Norte, a crise no Afeganistão e a situação na Síria e no Iraque, foram os objetivos do encontro ministerial, disse Idrissov.

Nele também foi discutido sobre como criar um ambiente seguro na região, que respeite a liberdade religiosa, e se reiterou o compromisso dos participantes com a luta contra o tráfico de drogas, os crimes além das fronteiras e do terrorismo.

"A conclusão é que, infelizmente, o mundo não se tornou um lugar melhor para se viver", disse Idrissov, enfatizando que a Cica aposta pelo diálogo e pelas consultas entre os países envolvidos em um conflito para buscar soluções.

Neste sentido, o ministro destacou "a visão de segurança para a Ásia" elaborada pelo presidente da China, Xi Jinping, ao inaugurar esta manhã o fórum, e que salienta que os problemas do continente "devem ser resolvidos pelos asiáticos", uma advertência sub-reptícia aos Estados Unidos e o giro rumo ao continente de seu governo. Concretamente, Idrissov considerou que, quanto aos problemas territoriais entre a China e os países vizinhos pelo Mar da China Meridional, "corresponde a eles solucioná-los". Também defendeu a preservação da liberdade de navegação por essas águas, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, de modo que se circule "sem obstáculos, sem que se bloqueiem acessos nem oportunidades".

Por outro lado, elogiou o papel do Cazaquistão como ponto essencial da chamada Nova Rota da Seda, com a qual a China procura criar uma rede de conexões terrestres e marítimas rumo à Europa, e considerou que seu país e o gigante asiático são "naturalmente complementares".

"O Cazaquistão possui recursos naturais e minerais que interessam à China, e China é uma potência tecnológica no auge", sintetizou.

Idrissov, que participou do fórum junto a outros ministros das Relações Exteriores e representantes dos membros da Cica, entre eles o russo, Sergei Lavrov, afirmou que o Cazaquistão propõe agora institucionalizar o grupo, que tem também sete estados-observadores.

"Entendemos que alguns países tenham enfoques e visões próprias, não temos pressa", afirmou.

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