EI reconhece morte de vice-líder com operação batizada com seu nome

Bagdá, 1 mai (EFE).- O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reconheceu a morte de seu "número dois", identificado como o xeque Ahmed Abu Ali al Anbari, com a realização de vários ataques que compõem uma operação batizada com seu nome.

Jihadistas disseram em vários comunicados, um deles divulgado neste domingo, que essa campanha terrorista se chama "Operação do xeque Ahmed Abu Ali al Anbari, que Alá o tenha", em alusão a seu falecimento, anunciado pelos Estados Unidos no final de março.

Os ataques reivindicados pelo EI dentro desta ofensiva foram cometidos no Iraque, um deles na região de maioria xiita de Al Nahrauan, nos arredores de Bagdá, e que matou 24 pessoas.

O duplo atentado de hoje na cidade de Samaua, no sul do país e que causou pelo menos 22 mortes, também foi assumido pelo grupo terrorista fazendo referência a Al Anbari.

O secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, anunciou no final de março que tropas americanas mataram Al Anbari, cujo nome real é Abd al Rahman Mustafa al Qaduli e era considerado também o "ministro das Finanças" do EI.

Carter afirmou que a eliminação de Qaduli afetava a capacidade do EI "de pagar os combatentes e recrutar", assim como "para realizar operações tanto dentro como fora do Iraque e da Síria".

Oficialmente não foram dados detalhes da operação que matou o "número dois" do EI, mas segundo vazamentos de informações por funcionários do Pentágono, ela teria acontecido na Síria e teria sido executada por forças especiais.

Qaduli era um dos quatro líderes "chave" do Estado Islâmico segundo os Estados Unidos, que ofereciam até US$ 7 milhões por informações relacionadas a ele.

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