Mexicanos lembram vítimas de explosão e desaparecidos no 1º de Maio

Cidade do México, 1 mai (EFE).- Cerca de 20 mil pessoas se reuniram neste domingo na praça central da Cidade do México para a celebração do Dia do Trabalho, que desta vez serviu como protesto contra o governo e homenagem às vítimas da recente explosão em um complexo petroquímico e aos 43 estudantes desaparecidos em 2014.

Diversos grupos formados por trabalhadores da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), membros da Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), eletricistas, pilotos e integrantes de outros sindicatos se concentraram no Zócalo (praça central) procedentes de diferentes lugares.

Muitos carregavam cartazes com palavras de ordem como "Fora Peña", em protesto contra as reformas impulsionadas pelo governo do presidente Enrique Peña Nieto. O líder aparecia com nariz de Pinóquio no material levado pelos manifestantes.

Após cinco horas de protestos sem incidentes na praça, os manifestantes, antes de se retirarem, fizeram um minuto de silêncio em homenagem às milhares de pessoas não desaparecidas no país, incluindo os 43 estudantes da escola Normal Rural de Ayotzinapa desaparecidos em setembro de 2014 em Iguala, no estado de Guerrero.

Também foram lembrados os 32 trabalhadores que morreram por causa da explosão ocorrida em 20 de abril em um complexo petroquímico em Coatzacoalcos, no estado de Veracruz.

Peña Nieto liderou a comemoração oficial do Dia Internacional do Trabalho na residência presidencial de Los Pinos, onde expressou reconhecimento e agradecimento aos trabalhadores do México.

"Com seu esforço diário, com seu trabalho cotidiano na pequena, na média ou na grande empresa, (os trabalhadores) fazem o possível para que nosso país esteja alcançando melhores níveis de desenvolvimento, de progresso e de bem-estar para as famílias mexicanas", declarou.

O presidente destacou que, com a reforma trabalhista de 2012, "juntos aumentamos a flexibilidade do mercado de trabalho, incentivamos a produtividade e fortalecemos a transparência e a democracia sindicais, faltando agora modernizar a justiça trabalhista.

Durante o ato, o secretário do Trabalho e Previdência Social mexicano, Alfonso Navarrete, anunciou que nas próximas semanas o governo, sindicatos e empregadores farão um acordo em matéria de recuperação do poder aquisitivo do salário mínimo e promoção da formalidade e da produtividade.

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) urgiu a autoridades e empresários para que "fortaleçam os programas, normas e mecanismos encaminhados a impulsionar o desenvolvimento econômico, social e cultural dos trabalhadores e seu direito a receber uma remuneração digna e a assegurar a ocupação plena e produtiva".

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