Aeroporto de Bruxelas reabre parcialmente terminal onde aconteceu atentado

Bruxelas, 2 mai (EFE).- O portão de saída do aeroporto internacional de Zaventem, onde aconteceu em 22 de março um atentado terrorista, voltou a funcionar nesta segunda-feira com 80% de sua capacidade, com 111 baias de registro de bagagens de 25 companhias aéreas, informou o aeroporto de Bruxelas.

Entre as companhias que já operam desde a sala de saídas estão a Brussels Airlines, enquanto 34 companhias aéreas, incluídas Ryanair, Easyjet e Delta Airlines continuam operando desde a infraestrutura temporária.

O resto dos registros está sendo feito nos pontos provisórios construídos após os ataques.

O aeroporto de Bruxelas destacou a conquista de ter conseguido reabrir parte dos vestíbulos danificados apenas 40 dias depois do atentado, e antecipou que espera que a reabertura total aconteça até o final de junho.

Já as obras do controle de segurança antes da entrada no recinto continuam em andamento, por isso que o interior do aeroporto só é permitido a quem tem cartão de embarque.

Estes controles provocaram filas de até uma hora para entrar no terminal, onde a presença militar ainda continua.

Por isso, o aeroporto recomendou aos passageiros chegarem pelo menos três horas antes da saída de seu voo, levar o mínimo de bagagem possível, respeitar as regras sobre líquidos e géis, fazer o check in online no site da companhia aérea, imprimir antes o bilhete e mostrar os documentos de identidade na entrada do aeroporto.

"A segurança parece necessária, mas teremos que ver se este desdobramento será efetivo", disse à Efe Inmaculada Amaya, que pegaria hoje um avião e levava mais de 45 minutos na fila para entrar.

Dentro do terminal de saídas foi levantada uma parede em memória das vítimas, onde os viajantes escreveram mensagens de apoio e lembrança e também depositaram flores.

"É um grande passo na volta à normalidade de nossas atividades aeroportuárias, o que dará um impulso a nossa economia", declarou o executivo-chefe da companhia gerente do aeroporto, Arnaud Feist, no ato de abertura.

Nesta linha se manifestou também o sindicato Voka, que destacou que a reabertura "é um grande passo para a recuperação emocional e econômica" e que a volta à normalidade "é crucial no exterior para a confiança econômica na Bélgica".

O executivo-chefe do Voka, Hans Maertens, lembrou que o aeroporto de Bruxelas "é o segundo motor econômico do país, gerando quase 60 mil empregos".

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