Cubanos residentes em Miami estão divididos com aproximação entre EUA e Cuba

Miami, 2 mai (EFE).- A comunidade cubana residente no condado de Miami-Dade (Flórida) está dividida sobre o processo de normalização das relações diplomáticas entre Washington e Havana, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo jornal "Miami Herald".

De acordo com a enquete, 41% dos eleitores consultados se mostraram a favor da normalização, enquanto 52% manifestaram oposição à medida.

Esta divisão se reflete especialmente se for levado em conta a idade e ano de chegada aos Estados Unidos, pois os cubanos de entre 18 e 35 anos apoiam majoritariamente os esforços da Administração do presidente, Barack Obama, para retomar as relações diplomáticas desde dezembro de 2014.

Nesse grupo de idade, 61% se mostraram a favor e 35% contra a normalização, enquanto entre os maiores de 75 anos os dados mostram que 64% apoiam esta iniciativa e o 30 % se opõe.

A pesquisa também mostrou que 59% dos eleitores de origem cubana que emigraram aos EUA após 1992 se mostraram partidários a esta aproximação política, enquanto 30% rejeitaram.

Já 71% dos que chegaram ao país antes de 1980 a contestam contra os 21% a favor da mudança de política externa de Washington com a ilha.

A pesquisa, realizada pelo professor associado de Políticas da Flórida International University (FIU) Dario Moreno entre 400 eleitores cubanos residentes no condado de Miami-Dade entre 21 e 23 de abril, tem uma margem de erro de 3%.

Esta mudança de tendência fica refletida também na atual campanha política, na qual os dois máximos favoritos às candidaturas de seus respectivos partidos, o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, estão muito próximos em intenções de voto entre esta influente comunidade.

Com relação a este tema, 37% dos indagados disseram apoiar o magnata imobiliário e 31% a ex-primeira dama em uma hipotética corrida presidencial.

Apesar destes 6 pontos de distância, Moreno destacou que trata-se do número "mais baixo na história que qualquer potencial candidato republicano alcançou entre este grupo demográfico tradicionalmente leal" aos republicanos.

O pesquisador acrescentou que estes dados situam a ex-secretária de Estado muito perto de seu rival entre os residentes de Miami-Dade, o condado mais populoso da Flórida, estado que tradicionalmente marcou as eleições presidenciais nos EUA.

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