Janot pede investigação de Lula, Jaques Wagner e mais 2 ministros de Dilma

Brasília, 3 mai (EFE).- O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) inclua 31 nomes no maior inquérito da Operação Lava Jato em andamento na corte, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Edinho Silva (Comunicação Social), e o chefe de gabinete da presidência, Jaques Wagner.

Lula, que foi designado ministro da Casa Civil pela presidente Dilma Rousseff, mas ainda não pôde assumir devido a uma ordem judicial, já era alvo de duas investigações por suposta corrupção e lavagem de dinheiro em dois tribunais comuns, mas a procuradoria pediu agora que seja interrogado na principal corte do país.

Na lista há também importantes figuras do PMDB, como Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo até o desembarque do partido do governo há pouco mais de um mês; Silas Rondeau, que foi o titular de Energia durante o governo Lula; e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Janot também pediu que sejam investigados o assessor especial de Dilma, Giles de Azevedo, e Erenice Guerra, sucessora da governante na Casa Civil durante a gestão de Lula.

Também aparecem o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e o atual presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

No documento, Janot destaca que "no âmbito dos membros" do PT há novos elementos que demonstram que a "organização criminosa" que atuou na Petrobras "teve um alcance mais amplo do que se imaginava" e "com uma enorme concentração de poder dos chefes da organização".

O procurador-geral ressalta que a "organização criminosa" que atuou na companhia petrolífera estatal "jamais" poderia ter funcionado por tanto tempo e de "uma forma tão ampla e agressiva" no âmbito do governo federal sem a participação do ex-presidente Lula.

Caso o Supremo aceite o pedido de Janot, os citados engrossarão um grupo de 50 investigados por sua suposta implicação na corrupção na Petrobras já nas mãos do tribunal, embora alguns deles já apareçam na lista inicial, como é o caso de Cunha.

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